Projecto Ilhas
Filomena AlmeidaA instalação “Ilhas” de Filomena Almeida é uma boa metáfora da ilha na perspectiva de um ilhéu involuntário, que a vê como um cárcere e não como um paraíso — é a pedra e a aridez que estão presentes e não a vegetação luxuriante.
O ilhéu involuntário pretende evadir-se do cárcere em que a ilha se transforma, mas fugir da pedra pode significar um salto no vazio, ou numa matéria líquida instável, que geograficamente a isola. Mas a imensidão da linha do horizonte permanece sedutora e o espelho reflete essa ambição que acentua uma visão panorâmica que se reflete sempre à altura do homem ou a cima dele. Nunca reflete a baixo, nunca reflete a pedra. E ao não a refletir, acentua o desejo de evasão. Também a sua forma circular alimenta esse desejo, ao invocar as janelas dos navios que levavam as gentes.
A instalação “Ilhas” de Filomena Almeida é uma boa metáfora da ilha na perspectiva de um ilhéu involuntário, que a vê como um cárcere e não como um paraíso — é a pedra e a aridez que estão presentes e não a vegetação luxuriante.
O ilhéu involuntário pretende evadir-se do cárcere em que a ilha se transforma, mas fugir da pedra pode significar um salto no vazio, ou numa matéria líquida instável, que geograficamente a isola. Mas a imensidão da linha do horizonte permanece sedutora e o espelho reflete essa ambição que acentua uma visão panorâmica que se reflete sempre à altura do homem ou a cima dele. Nunca reflete a baixo, nunca reflete a pedra. E ao não a refletir, acentua o desejo de evasão. Também a sua forma circular alimenta esse desejo, ao invocar as janelas dos navios que levavam as gentes.
