Parque
Patrícia SobreiroPARQUE é o nome dado a esta exposição, que deriva de um exercício mnemónico assente na experiência afectiva de um lugar. Este lugar é um espaço público da cidade de Torres Vedras: o Parque Verde da Várzea.
O que faço com esta exposição é tornar este território público num território pessoal, documentado através da minha vivência, ao longo de um ano, neste mesmo lugar.
Outono, Primavera, Verão e de novo Outono para encerrar um ciclo.
Foi no Outono de 2015 que durante as minhas caminhadas, quase diárias, pelo parque, comecei, de forma casual, a registar através da câmara fotográfica do telemóvel a beleza cromática daquela estação. Mas só em Fevereiro a semente desta exposição se desenvolve na minha cabeça. A partir desse momento a observação para a natureza que me rodeava passa a ser mais documental e focada. Inicio também nesta altura pequenos registos num caderno, de alguns momentos e pensamentos ali vividos.
Esta exposição, embora não estabeleça nenhum corte abrupto com a exposição que apresentei em novembro de 2008 ” As árvores são os braços que seguram o céu”, acaba por reorientá-la numa direcção em que o biográfico , os ciclos (naturais) da natureza e a passagem do tempo caminham lado a lado. Ao contrário da outra série de trabalhos, estas árvores representadas não são fruto da minha imaginação ou imagens de livros de que me apropriei. (Agora) estas árvores existem, de facto, na realidade. Já foram por mim observadas, fotografadas, tocadas.
A exposição Parque tem assim na sua essência o documentar de um diário visual cronológico, sobre várias superfícies, técnicas e palavras , acercade um lugar onde gosto de respirar e de me encontrar comigo.
