Exposição

4º Salão de Abril

Isabel Bomba, Aurelindo Ceia, Francisco Ferro, Olga Mor, Rui Oliveira, Jaime Rei, Pedro Sobreiro, António Trindade, Assunção Venâncio
24.04.1983 — 02.05.1983

VER: COMPREENDER E AGIR

“Ver” disse Eluard num dos seus mais claros directos poemas, “é compreender e agir./E ver é ser ou desaparecer.” Assim como o pintor não é um registador mecânico dos aspectos exteriores da natureza, o espectador não é também um verificador mecânico do trabalho do pintor quanto ao cumprimento de um padrão anterior e definitivamente estabelecido. Criar é reinventar, é recomeçar tudo a partir das condições concretas de cada momento, é impor à natureza e a si mesmo uma nova vontade, ou um novo aspecto da vontade, é recusar a morte, é, contra tudo e através de tudo, constantemente afirmar e dignificar o homem. (…)

(…) Apreciar uma pintura é estabelecer relações de êxito entre os meios materiais de que o pintor dispõe em determinada época e o conteúdo humano, ideológico e sensível, que ele com eles, ainda que de maneira indirecta, sempre exprime.

TextoMário Dionísio