Terreiro
Carlos MiguelLocal de eternas partidas e de outras tantas chegadas.
Foi espaço de fogueiras e de sacrifícios, caiu com o terramoto para renascer como o conhecemos e nele Carlos e seu filho herdeiro deram de frente com balas republicanas.
Símbolo de um poder figurado, por ele passaram muitas convulsões e inúmeras manifestações, tão diversas quanto a história do Terreiro, e em Abril de 1974 a revolução também passou por aqui.
Vigiado, de noite e de dia, por José, o “Reformador”, indiferente às serpentes que o seu cavalo vão pisando, o Terreiro transformou-se num local de encontro e de vida.
Por ele passam os que atravessam o Tejo, indiferentes ao espaço e a quem o ocupa. Passam policias e um ou outro contrabandista, misturados com muitos turistas que fazem do Terreiro o epicentro da sua jornada, seja ela fugaz ou prolongada.
São inúmeras as selfies, as fotos, as entrevistas e gravações aqui encenadas, transformando cada momento em memórias perpetuadas.
Vemos casais e famílias, namorados e amigos,
grupos de desconhecidos, bicicletas e trotinetes e malas cansadas de viajar, todos alinhados num propósito de rio chegar.
Vemos gente, muita gente, e em cada vida há um destino, um olhar que ao passar no Terreiro foi pousar.
Estas fotos foram obtidas através de um telemóvel, a partir de uma porta de sacada da ala ocidental do Terreiro do Paço, no período de 26/10/2019 a 30/09/2022 (período do XXII Governo de Portugal), espaço esse que, curiosamente, foi o gabinete ocupado por Salazar, enquanto Ministro das Finanças (1928 a 1932).




