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Fundada em 1979, a Cooperativa de Comunicação e Cultura tem desenvolvido ao longo das últimas décadas projectos e actividades em campos tão diversos como a literatura, o cinema, as artes performativas, fotografia e artes plásticas.

O Jornal Área, com propostas editoriais e gráficas ousadas para a época, abordou questões de âmbito social e cultural e promoveu o debate de ideias.  Entre 1979 e 1982 foram publicados catorze números. Posteriormente, foram publicados mais cinco números, em edições especiais, no período entre 1983 e 2011.

Devido ao impacto público provocado por um conjunto de exposições organizadas pela Cooperativa no antigo Museu Municipal, nomeadamente os Salões de Abril, foi criada em 1982 a Galeria Nova, primeira galeria de arte existente em Torres Vedras. Instalada no Convento da Graça, em espaços cedidos pela autarquia, funcionou também como sede transitória da Cooperativa. Participaram em exposições organizadas pela Cooperativa, ao longo da década de 1980, mais de cinquenta artistas, entre os quais reconhecidas figuras do panorama artístico nacional. Da programação expositiva da galeria destacou-se a realização da PERFORM’ARTE, em 1985, evento de âmbito nacional dedicado às mais avançadas propostas artísticas da época.

Em 1987, quando o espaço foi retomado pela autarquia para integrar as novas instalações do Museu Municipal, o que determinou a interrupção da actividade expositiva, a Cooperativa centrou a sua actividade na organização de conferências e colóquios e na divulgação do trabalho de agrupamentos como o Arandis, a Camarata Vocal e Figuras de Espanto.

Em 1995, pretendendo retomar a programação no campo das artes visuais, foi concebido o Projecto Centro de Cultura Contemporânea. Construir este novo espaço permitiu relançar uma nova dinâmica associativa. O espaço, que integra a sede da Cooperativa e a galeria, tem tido uma programação contínua de exposições de artes plásticas e de fotografia, concertos, debates e workshops. Numa época em que não existiam equipamentos culturais na cidade, tornou-se um ponto de encontro de animação cultural local e aqui foram partilhados os trabalhos de artistas locais e nacionais num processo de interacção com a comunidade local. 

Centro de Cultura Contemporânea

Em 18 de Dezembro de 2007, foi considerada pelo Ministério da Cultura de superior interesse cultural. Simultâneamente, o edifício e os seus conteúdos culturais, constituindo-se como uma unidade para-museológica com espólios de valor artístico, passaram a integrar o património artístico e cultural da cidade.

Passados mais de trinta anos depois da sua fundação, a Cooperativa tem consolidado seu percurso próprio e tem-se associado a outras entidades culturais locais com o objectivo comum de dotar a cidade de Torres Vedras de um projecto estruturante no domínio da cultura contemporânea. 

Fá-lo incorporando uma herança multidisciplinar que é parte da sua identidade, mas estabelecendo novas linhas orientadoras que visam uma maior intervenção nos campos da fotografia, video e multimedia.

Em continuidade, surge o projecto Câmara Escura. Neste novo edifício, inaugurado em Outubro de 2013, é intenção da Cooperativa manter uma programação de exposições temporárias, workshops, serviços de consulta e reprodução de espécies fotográficas e  programas de formação, que se desejam articular com as escolas do concelho.

Câmara Escura

Pretendem-se desenvolver programas de exposição, local e em itinerância nacional e internacional de forma a promover autores portugueses e oferecer ao público a fruição de obras significativas da fotografia nacional e internacional. É neste contexto que surgem também os programas de residências artísticas.

Os programas de formação abrangem diferentes domínios como a produção fotográfica, história e teoria da fotografia e gestão de colecções e arquivo.

O edifício da Câmara Escura funciona essencialmente como centro de conhecimento, através da formação e exposições regulares nas áres da fotografia e video. Nele, os utentes têm acesso ao laboratório de revelação, ampliação e montagem, ao estúdio, à oficina de produção, montagem e edição, a salas de formação e galeria de exposições.

ASSEMBLEIA GERAL  Presidente: Nuno Santos Valentim Vice-Presidente: Rita Mourão Fonseca Secretária: Cidalina Cândida Nogueira de Oliveira  DIRECÇÃO  Presidente: Inês Paula Mourão FonsecaVice-Presidente: Antero José dos Reis Valério Secretário: Paulo Alexandre Antunes dos Santos Tesoureiro: Paulo Jorge Marques Tomé Vogal: Susana Luís da Cruz Pereira Vogal: Paula Cristina Lopes Oliveira Vogal: Mário Rui Silva Porta Vogal Suplente: Ana Luisa Nunes de Sousa Dias Vogal Suplente: Daniel Bruno Capelo Oliveira CONSELHO FISCALPresidente: Fernando GonçalvesRelator: Fernando Henrique Pernes Graça Vogal: João Carlos Romão Matias Vogal Suplente: Luís Farrolas Vogal Suplente: Natalina Maria Martins Luís

 

 

[EN]

Founded in 1979, Cooperativa de Comunicação e Cultura (Co-op of Communication and Culture) has developed through the last decades projects and activities in fields as diverse as literature, cinema, performing arts, photography and fine arts.

The newspaper Área, with bold editorial and graphic proposals to that time, addressed social and cultural context issues and promoted the debate of ideas. Between 1979 and 1982, fourteen numbers have been published. Posteriorly, other five numbers were published, in special editions, in the period between 1983 and 2011.

Due to the public impact caused by a succession of exhibitions curated by Cooperativa de Comunicação e Cultura in the former Museu Municipal (Municipal Museum), namely the Salões de Abril exhibitions, Galeria Nova (New Gallery), the first art gallery in Torres Vedras, was created in 1982. Installed in Convento da Graça, in rooms granted by the municipality, it also worked as the transitory head office of Cooperativa. Through the decade of 1980, more than fifty artists, among which recognized figures of the national artistic scene, participated in exhibitions curated by Cooperativa. In the gallery’s cultural programming stood out the production of PERFORM’ARTE, in 1985, a nationwide event dedicated to the most innovative artistic proposals at the time. 

In 1987, when the installations were taken up by the municipality to integrate the new facilities of Museu Municipal, which determined the suspension of the gallery’s expositional activity, Cooperativa centered its activity in the organization of conferences and colloquia, as well as in the promotion of local groups’ work, such as Arandis, Camarata Vocal and Figuras de Espanto. 

In 1995, intending to resume the visual arts’ programming, Cooperativa designed the Centro de Cultura Contemporânea Project (Contemporary Culture Centre). Building this new space allowed the cultural organization to relaunch a new associative dynamics. This Centre, which integrates the Cooperativa’s head office and the gallery, has since then displayed a continuous cultural programming in such fields as fine arts, photography, concerts, debates and workshops. In a time when there wasn’t any cultural space in the city, it became a meeting point for local cultural animation, where local and national artists shared their work in an interaction process with the local community.   

In December 18, 2007, CCC was considered an organization of superior cultural interest by the Ministry of Culture. Simultaneously, the building and its cultural contents, standing as a museological facility with assets of artistic value, became part of the city’s cultural and artistic heritage. 

Thirty five years after its foundation, Cooperativa has consolidated its own route and has been associated with other local cultural entities with the common goal of providing the city of Torres Vedras with a structuring project in the field of contemporary culture.

In order to reach this goal, CCC incorporates a multidisciplinary background, which is part of the association’s identity, though establishing new guidelines aiming a greater intervention in the fields of photography, video and multimedia. 

In this sequence, the project Câmara Escura (Camera Obscura/Dark-room) comes to light. In this new building, opened in October 2013, Cooperativa intends to maintain a programme of temporary exhibitions, workshops, consulting services, reproduction of photographic species, and training programs to be articulated with schools of the county.

CCC aims to develop exhibition programs, both locally and in national and international roaming, in order to promote portuguese authors and offer the public the fruition of significant works of national and international photography. It’s in this context that the artistic residency programs are formed.

The training programs cover different areas, such as photographic production, history and theory of photography and archive and collections management. 

Câmara Escura works, essentially, as a centre of knowledge, with regular exhibition and training programs in the photography and video areas. Here, users have access to the laboratory (darkroom) with exposure, enlargement and editing materials, to the studio, the production, assemblage and editing atelier, to training rooms and the exhibition’s gallery.  

GENERAL ASSEMBLY  President: Nuno Santos Valentim Vice-President: Rita Mourão Fonseca Secretary: Cidalina Cândida Nogueira de Oliveira  MANAGEMENT  President: Inês Paula Mourão Fonseca  Secretary: Paulo Alexandre Antunes dos Santos Treasurer: Paulo Jorge Marques Tomé Vowel: Susana Luís da Cruz Pereira Vowel: Paula Cristina Lopes Oliveira Vowel: Antero José dos Reis Valério Alternate Member: Ana Luísa Nunes de Sousa Dias Alternate Member: Daniel Bruno Capelo Oliveira AUDIT COMMITTEEPresident: Fernando GonçalvesReporter: Fernando Henrique Pernes Graça Vowel: João Carlos Romão Matias Alternate Member: João Pedro Antunes Alegre Trincheiras Alternate Member: Natalina Maria Martins Luís