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Enquanto houver um folião na rua...
       
     
PARQUE
       
     
A mecânica da ausência | The  mechanics of absence
       
     
Eu gosto da Europa mas a Europa não gosta de mim
       
     
preto e branco
       
     
Nas paredes e no chão
       
     
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EMPTY STAGES, itinerância de exposição de TIM ETCHELLS e HUGO GLENDINNING
       
     
CURSO DE INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA
       
     
ENTRE CÂMARAS
       
     
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Iniciação à história da fotografia
       
     
Lanzarote - a janela de Saramago
       
     
ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS
       
     
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Câmara escura conversa com Pedro Letria
       
     
ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS
       
     
Cut Short
       
     
Entre Câmaras
       
     
  30 de setembro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura    Emak Bakia - Man Ray  (1926) - dur. 16,08 min.  Esta curta-metragem de Man Ray mostra-nos toda uma panóplia de técnicas de filmagem, criteriosamente usadas, para criar um objecto que o próprio lhe chamou cinépoéme.    Lights - Marie Menken  (1966) - dur. 6,05 min.  Uma celebração de luz e cor. Estas visões abstratas de iluminações natalícias adquirem um cunho caligráfico pela mão de Marie Menken.    Nuit Blanche - Arev Manoukian  (2010) - dur. 4,40 min.  Um momento fugaz entre dois estranhos. Retrato do seu encontro numa fantasia hiperrealista.   Luminaris - Juan pablo zaramella  (2011) - dur. 5,28 min  Num mundo controlado pelo tempo e pela luz, um homem tem  um plano que pode mudar o destino.   Plastic Bag - Ramin Bahrani  (2009) - dur. 18,32 min.  O que começa como uma história sobre uma saco de plástico que narra a sua vida, termina em profunda meditação sobre a existência e o seu propósito. 
       
     
Terraço com filmes
       
     
Fotogramas em Cianotipia
       
     
câmara escura conversa com Valter Ventura
       
     
SketchCrawl Torres Vedras
       
     
Workshop de desenho e estímulo à criatividade - 3ª edição
       
     
Fotografia Digital II
       
     
Oficina de Gravações Sonoras de Campo – Sons da Cidade
       
     
Viagem ao Fim
       
     
@rte ao centro
       
     
Take Five – To Michael Biberstein
       
     
Iniciação à Fotografia Analógica
       
     
Nas paredes e no chão
       
     
A Poente
       
     
Fotografia Digital I
       
     
Laboratório Livre
       
     
Pós-Produção I
       
     
Fotografia a Preto e Branco I
       
     
Fotografia de Arquitectura
       
     
Retrato Improvisado
       
     
Iniciação à Fotografia Digital
       
     
A olho nú
       
     
Book v2.1
       
     
Viajarmos Juntos
       
     
Viajarmos Juntos

21 de março a 15 de abril 2017 | Câmara Clara

 

Exposição de Pedro Bento

[PT]

Pedro Miguel Antunes Bento, nasceu a 07 junho de 1993, emTorres Vedras.

O Pedro descobriu o seu interesse pelo desenho só após ter começado a escrever.  Até aí, recusava atividades gráficas. Quando começa a escrever, descobre, de certo modo, o poder do lápis.

Sendo os seus interesses obsessivos, o que se enquadra nos seus padrões de comportamento, o Pedro desenvolve-os e recria-os. É neste contexto que surge a sua contínua exploração das potencialidades das construções de lego e a sua curiosidade pelos efeitos visuais que a transposição dessas formas tridimensionais para o desenho em papel poderia proporcionar.

Como perfeito autodidacta que é, as fontes de inspiração para as suas criações plásticas são várias e diversas: desde um pequeno manual de uma caixa de legos básica a meios de comunicação e informação,tais como revistas, tv e net. As aulas de desenho e pintura, que tem há cerca de um ano, vieram aguçar o seu espírito crítico e a vontade de evoluir para construções mais elaboradas, como as que aqui se expõem, de grandes bancadas de corridas de automóveis e outras. Ainda que persista na repetição, por vezes exaustiva, de motivos pictóricos, vai variando dentro do mesmo tema e mesmo introduzindo novos temas e centros de interesse nos seus desenhos, de tempos a tempos.

O percurso pelas artes tornou-se numa busca decisiva para o desenvolvimento pessoal do Pedro, fazendo com que começasse a abraçar noções como a da partilha e do reconhecimento ao aceitar expor os seus trabalhos. Esta prova de confiança que o Pedro nos deu, permite uma partilha, uma interação que, não só para o Pedro, é muito importante para todos nós e para a construção de uma comunidade que pretendemos inclusiva.

Assinalamos, no seu percurso de artista, a participação em exposições coletivas da ANACED ena exposição “Olhares de Dentro”, na CCC de Torres Vedras.

Torres Vedras, 5 de dezembro de 2016 por Margarida Velasco (texto revisto e alterado por Inês Joaquim)

 

[EN]

Pedro Miguel Antunes Bento was born in 7 June 1993, in Torres Vedras.

Pedro discovered his interest in drawing only after he started to write. Until then, he refused to participate in graphic activities. When he starts to write, he discovers, in a certain way, the power of the pencil.

Having obsessive interests, which fits his behavior’s patterns, Pedro develops and recreates them. It’s in this context that his continuous exploration of the potentialities of Lego contructions comes up, as well as the curiosity for the visual effects that its transposition to drawings on paper could allow.

As an innate self-taught, the sources of inspiration for his plastic creations are many and diverse: from a small manual of a basic Lego box to some media, such as magazines, tv and internet. The drawing and painting classes, which he started to attend about a year ago, came to sharpen his critical spirit and the desire to evolve to more elaborate constructions, like the ones shown in this exhibition, of large car racing benches and others. Although he persists on the repetition, sometimes exaustive, of some pictorial motifs, he varies whithin the same theme or even introduces new themes and points of interest in his drawings, from time to time.

The route through art became a decisive search for Pedro’s personal development, making him start to embrace notions like sharing and recognition when he accepted to show his works in an exhibition. This proof of trust that Pedro gave us allows a sharing, an interaction that, not only for him, is very important for all of us and for the construction of a community that must be inclusive.

We highlight, in his path as an artist, the participation in colective exhibitions of ANACED and in the exhibition “Olhares de Dentro” (“Looks from Within”), in CCC (Torres Vedras).

Torres Vedras, 5 December 2016, by Margarida Velasco

(revised and amended by Inês Joaquim)

 

Horário: segunda a sábado das 14h00 as 02h00.

(em outros horários por marcação)

Enquanto houver um folião na rua...
       
     
Enquanto houver um folião na rua...

03 de fevereiro 2017 até ao ... | Câmara Clara

 

Exposição de Vanessa Éffe

[PT]

Enquanto houver um folião na rua...

É com o maior prazer que escrevo a nota introdutória desta exposição da Vanessa Éffe, não só pelo facto do Carnaval de Torres Vedras me ter um grande significado pessoal, mas essencialmente pela amizade que tenho pela autora destas ilustrações, que não nasceu torreense, mas já é tão ou mais desta terra do que tantos outros que aqui vieram nascer.

Sobre o Carnaval em si não há muito a dizer, senão reforçar o papel agregador que possui enquanto a maior manifestação cultural e comunitária de Torres Vedras - essa força centrípeta que aproxima as pessoas e as faz acreditar que, pelo menos, enquanto o Carnaval dura, todos somos um e o mesmo corpo: o corpo do folião.

Mais do que mera folia, o Carnaval é um conjunto de preceitos, um conjunto de detalhes. Se para o forasteiro, à primeira vista, podem parecer enigmáticos, para os locais e para os genuínos apreciadores desta festa, cada uma destas convenções significa algo de profundamente enraizado na identidade cultural e simbólica desta cidade (por esta altura, mais temida que a aldeia dos gauleses no Astérix...).

Este conjunto de ilustrações, além de nos fazer recordar algumas das figuras mais emblemáticas do nosso Carnaval, impõe ao observador algumas propostas micro narrativas. Em cada imagem, insinua-se uma história, uma daquelas histórias insólitas e rocambolescas que acontecem no Carnaval e ficam nesse mesmo Carnaval, como um segredo bem guardado.

No traço da Vanessa Éffe e neste conjunto de obras, fica muito bem representado aquele que é tido como o mais português de todos os Carnavais. Nestas ilustrações desenha-se, com o humor que é sempre tão característico da autora, uma visão muito pessoal daquele Carnaval que tem o poder viral de contagiar toda a gente, fazendo-nos cair numa espécie de vertigem, bem para dentro desse magma convulso de corpos em agitação e folia...

“Enquanto houver um folião na rua, o Carnaval continua.” - diz-se por aí e quem somos nós para não acreditar...?

Mário Verino Rosado, 2017


Horário: terça a sábado das 14h00 as 02h00.

(em outros horários por marcação)
 

Vanessa Éffe nasceu em 1985, em Lisboa, e aos 14 anos veio viver para Torres Vedras.

Desde pequena que adora desenhar, sendo, desde sempre, a banda desenhada uma presença constante na sua vida. Estudou Banda Desenhada e Ilustração no Ar.co e em 2008 abriu a Casa Ruim - loja/atelier, em Torres Vedras, dedicada à cultura visual, onde desenvolveu diversas atividades e exposições relacionadas com a ilustração. Atualmente é freelancer em Ilustração e Livreira.

Representações

Cooperativa de comunicação e cultura; Várias colecções privadas

 

PARQUE
       
     
PARQUE

05 de novembro a 07 de janeiro 2017 | Câmara Clara

Exposição de Patrícia Sobreiro

[PT]

PARQUE é o nome dado a esta exposição, que deriva de um exercício mnemónico assente na experiência afectiva de um lugar. Este lugar é um espaço público da cidade de Torres Vedras: o Parque Verde da Várzea.

O que faço com esta exposição é tornar este território público num território pessoal, documentado através da minha vivência, ao longo de um ano, neste mesmo lugar.

Outono, Primavera, Verão e de novo Outono para encerrar um ciclo.

Foi no Outono de 2015 que durante as minhas caminhadas, quase diárias, pelo parque, comecei, de forma casual, a registar através da câmara fotográfica do telemóvel a beleza cromática daquela estação. Mas só em Fevereiro a semente desta exposição se desenvolve na minha cabeça. A partir desse momento a observação para a natureza que me rodeava passa a ser mais documental e focada. Inicio também nesta altura pequenos registos num caderno, de alguns momentos e pensamentos ali vividos.

Esta exposição, embora não estabeleça nenhum corte abrupto com a exposição que apresentei em novembro de 2008 ” As árvores são os braços que seguram o céu”, acaba por reorientá-la numa direcção  em que o biográfico , os ciclos (naturais) da natureza e a passagem do tempo caminham lado a lado.  Ao contrário da outra série de trabalhos, estas árvores representadas não são fruto da minha imaginação ou imagens de livros de que me apropriei. (Agora) estas árvores existem, de facto, na realidade. Já foram por mim observadas, fotografadas, tocadas.

A exposição Parque tem assim na sua essência o documentar de um diário visual cronológico, sobre várias superfícies, técnicas e palavras , acercade um lugar onde gosto de respirar e de me encontrar comigo.    Patrícia Sobreiro, Outubro 2016


Horário: terça a sábado das 14h00 as 19h00.

(em outros horários por marcação)
 

Patrícia Sobreiro (1975, Lisboa). Vive em Torres Vedras.

Bacharelato em Pintura e Licenciatura em Artes Plásticas, na E.S.A.D. (Escola Superior de Arte e design), nas Caldas da Rainha (2001).

Participação em exposições coletivas e individuais de Artes Plásticas. A sua vida profissional divide-se entre a Pintura, e a educação pela arte.

Exposições Colectivas

2016 Colectiva de artes plásticas- Palacete das Rosas| Araraquara ( Brasil). 2012 Contextile -Bienal internacional Arte Têxtil, Guimarães; Eme, colectiva artes plásticas , Cooperativa de comunicação e cultura ,Torres Vedras. 2011 Colectiva SOLAR, com a instalação “ Perfect day”, Associação ESTUFA, Torres Vedras. 2010 Colectiva CARREMÉNT 10, Galerie 4 Barbier, Nimes (França). 2008 Rotary club, Torres Vedras. 2006 Galeria Corrente de Arte, Lisboa. 2005 Rotary Club, Torres Vedras. 2004 Galeria Vértice, Lisboa; Espaço Época, Torres Vedras; Clube Vigia, Praia da Areia Branca. 2003 “Prémio Fidelidade Jovens Pintores “, Porto e Abrantes; “ Centenário Bombeiros Voluntários, Torres Vedras; “ Comemoração das Linhas de Torres”, Rotary Club, Torres Vedras. 2002 “Prémio Fidelidade Jovens Pintores”, Culturgest, Lisboa; Galeria Moura Cosme, Lisboa. 2001 “ Prémio Fidelidade Jovens Pintores, Porto e Funchal; “ Lugar aos Jovens”, Galeria Valbom, Lisboa; Fábrica das Artes, Torres Vedras; “Exposição de Finalistas” na E.S.A.D (antiga E.S.T.G.A.D), Caldas da Rainha; “ Festa da Juventude”, Torres Vedras. 2000 “ LooK”, Espaço Cal, Caldas da Rainha; “Prémio fidelidade Jovens Pintores”, Culturgest, Lisboa; “ Prémio D. Fernando”, Sintra.

 

Exposições Individuais

2008 “ As árvores são os braços que seguram o céu”, Cooperativa de Comunicação e Cultura, Torres Vedras. 2005 “ Fragmentos invisíveis, a partir de poemas de Herberto Hélder”, Casa do Pelourinho, Óbidos. 2004 Café Brasileira, Torres Vedras. 2003 “Cenas de cafés”, Galeria Vértice, Lisboa. 2002 ” A hora do Café”, Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira. 2000 “ Couraçado Potemkin- instantes de um Filme”, Santa Cruz. 1999 “ Travel Notes”, Santa Cruz. 1997 “7”, Galeria Municipal de Torres Vedras.

Representações

Câmara Municipal de Torres Vedras; Câmara Municipal de Óbidos; Câmara Municipal de Mafra; Companhia de Seguros Fidelidade; Areias do Seixo, Lda; Cafés Novo Dia, Lda; Universitária Editora; Cooperativa de comunicação e cultura; Várias colecções privadas

 

A mecânica da ausência | The  mechanics of absence
       
     
A mecânica da ausência | The mechanics of absence

01 de outubro a 26 de novembro 2016 | Câmara Escura

 

Exposição de Carla Cabanas

Curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues

 

[PT]

(A reinvenção do olhar)

 “I have a feeling that inside you somewhere, there's a somebody nobody knows about.Alfred Hitchcock

 

O trabalho de Carla Cabanas reinterpreta o tempo e a memória, por via de uma ideia de perda e saturação.

Cortando o suporte e marcando uma ausência, ou acrescendo-lhe outros recortes, a artista modifica a história que cada imagem retém, transformando um tempo suspenso, em algo vivo, indefinido e efabulado.

Carla Cabanas compõe um palimpsesto de referências que abre espaço a um outro olhar. Um olhar que traduz um tempo complexo, estratificado e não linear, que responde mais à emoção do que à racionalidade da sucessão cronológica.

 

De forma densa, mas sem corpo e tempo fixo, a cadência das suas projecções transporta-nos a algo que reconhecemos e que temos como próximo. Algo que não é inteiramente tangível, mas onde identificamos um qualquer passado de velhas fotografias, que nos é vagamente familiar.

texto de Sérgio Fazenda Rodrigues

Horário: terça a sábado das 14h00 as 19h00.
(em outros horários por marcação)

Carla Cabanas (n. Lisboa, 1979) licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design, Caldas da Rainha em 2003. Concluiu o curso avançado da Escola Maumaus - Escola de Artes Visuais em 2004, em Lisboa. Em 2008, frequentou o curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Em 2009 concluiu a Pós-graduação em Produção e Criação em Artes Tecnológicas na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa.

O seu trabalho tem sido desenvolvido também em residências artísticas, nomeadamente:  “MobileHome - Curso Experimental de Arte Contemporânea” no Lagar Portas do Céu, em Loulé, 2009; “Transitante: entre álbuns e arquivos”, Workshop Internacional de Artistas no Intendente, Lisboa, 2012; “Viagens Invisiveis”, São Tomé e Príncipe, 2013; Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa 2013-2015; Inter.meada Residências Artísticas, Alvito, 2015; “Walk&Talk”, Ponta Delgada, Açores e “Mz* Baltazar’s Lab” com Patrícia J. Reis em Viena, Áustria.

Ganhou uma Menção Honrosa no Prémio de Fotografia Purificacion Garcia em 2012 e em 2005 o terceiro prémio de Pintura Ariane de Rothschild. Em 2010/2011 recebeu uma Bolsa do Programa INOV-Art do Ministério da Cultura de Portugal, para residir em Antuérpia e ser assistente de David Claerbout.

O seu trabalho está presente na Colecção Fundação PLMJ, na Colecção BES ART, no Banque Privée Edmond de Rothschild Europe, na Colecção LPS (Stanislas y Leticia Poniatowski), na Colecção Marín Gaspar e em várias colecções privadas. Expõe regularmente desde 2000.

Expõe regularmente desde 2000.

 

Sérgio Fazenda Rodrigues é Arquitecto, é Mestre em Construção, foi doutorando em Belas Artes e é doutorando em Arquitectura, onde investiga as relações entre Arquitectura, Curadoria e Museografia. Dedica-se à curadoria de Arquitectura e Arte Contemporânea e escreve para revistas de ambas as áreas. Desenvolve com João Silvério e Nuno Sousa Vieira o projecto editorial Palenque. Desenvolve com Marta Jecu o projecto curatorial Exodus Stations, em parceria com instituições de Portugal, Alemanha, e França. Foi docente universitário, integrou a direcção da A.I.C.A. e foi consultor cultural do Governo Regional dos Açores, gerindo, nesse período, a coleção do Arquipélago – C.A.C.


[EN]

She graduated in 2003 at the Visual Arts at School of Fine Arts and Design at Caldas da Rainha. In 2004 she finished the Advanced Course at Maumaus – School of Visual Arts, in Lisbon. In 2008, Cabanas attended the Photography Course of the Gulbenkian Program for Creativity and Artistic Creation, and she specialized in Production and Creation in Technological Arts at the Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisbon, in 2009.

Cabanas’s work has also unfolded into artistic residencies, namely: MobileHome - Curso Experimental de Arte Contemporânea” in Lagar Portas do Céu, Loulé, 2009; “Transitante: entre álbuns e arquivos”, Workshop Internacional de Artistas at Intendente, Lisboa, 2012; “Viagens Invisiveis” in São Tomé e Principe, 2013; Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisbon, 2013/2015; Inter.meada Residências Artísticas, Alvito, 2015; ; “Walk&Talk”, Ponta Delgada, Azores and “Mz* Baltazar’s Lab” with Patrícia J. Reis in Vienna, Austria.

Carla Cabanas’s work has been awarded the Honorific Mention on the Photography Prize Purificacion Garcia, in 2012, and the third prize in Ariane de Rothschild Painting Award, 2005. In 2010/2011, she received an INOV-Art Programme scholarship, granted by the Portuguese Ministry of Culture to live in Antwerp and work as an assistant of David Claerbout.

Work by the artist is held in prominent collections, including the PLMJ Foundation Collection, BES ART Collection, Banque Privée Edmond de Rothschild Europe, LPS Collection (Stanislas y Leticia Poniatowski), Marín Gaspar Collection and other private collections.

She exhibits regularly since 2000.

 

Sérgio Fazenda Rodrigues is an Architect and a MArch in Construction. He was a P.H.D student in Fine Arts, and is currently a P.H.D. student in Architecture, where he investigates the links between entre Architecture, Curatorship and Exhibition Display. He works as a Curator of Architecture and Contemporary Art, and he writes to several magazines. He conceived Projecto Editorial Palenque, with João Silvério and Nuno S. Vieira. He’s developing Exodus Stations, with Marta Jecu, promoting artistic residencies in partnership with Portuguese, German, French and Romanian institutions. He is a member of A.I.C.A. and he was cultural adviser for the Azorean Government. He teached Architecture.

 

 

 

Eu gosto da Europa mas a Europa não gosta de mim
       
     
Eu gosto da Europa mas a Europa não gosta de mim

10 de setembro a 29 de outubro 2016 | Câmara Clara

 

Exposição de Carlos No

[PT]

Na sua segunda exposição individual a ter lugar no concelho de Torres Vedras (“Classificados”, 2006), o artista plástico Carlos No (Lisboa, 1967) apresenta na CCCTV obras que fazem parte de duas das suas mais recentes séries, “Europa” e “Villa Bidão”.

“Europa” e “Villa Bidão” são duas séries que têm por tema a problemática das migrações, no primeiro caso, e os bairros de lata, no segundo, mas que estão ambas interligadas quer pelas questões que abordam – a problemática da exclusão social, por exemplo – como pelos conceitos que lhes estão associados – Território, Fronteira, Margem, Pobreza e Segregação.

Ainda que recorrendo a métodos e médium de trabalho diferentes em cada uma destas séries, Carlos No procurou em ambas chamar a atenção para as precárias condições de vida e de habitação de milhões de pessoas em todo o mundo, bem como para os entraves, bloqueios e interdições à livre circulação a que muitas delas estão sujeitas na sua busca de um local melhor para viver.

Embora se tratem de dois temas que continuam a fazer parte da atual agenda noticiosa, nomeadamente o da questão das migrações e dos refugiados, gostaríamos de referir que algumas destas obras têm uma data (2008) bem anterior à da denominada “Crise dos Refugiados”.
Não se tratou, portanto, de uma aproximação ou “colagem” que o artista fez a um tema atualmente bastante mediatizado.
Estes são temas e questões já antigas na obra de Carlos No (“Caminhos”, 1999, por ex.) mas devido à sua atualidade faz sentido serem agora mostradas.
Desta forma, a presente exposição caracteriza-se por ser uma exposição cujas obras apresentadas pretendem, pelas implicações éticas dos trabalhos expostos, alicerçados numa reflexão permanente sobre a condição humana, fazer uma valorização da dignidade humana e dos Direitos do Homem.

“Eu gosto da Europa mas a Europa não gosta de mim” é uma exposição onde se procura questionar, além dos conceitos já referidos, outros como os de Casa, Habitação, Inclusão e Equidade.

Horário: terça a sábado das 14h00 as 19h00.
(em outros horários por marcação)

Carlos No nasceu em Lisboa em 1967. Vive e trabalha na Ericeira.

Fez o curso de Pintura no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual, 1987-1992, tendo frequentado ainda o curso de escultura em 1987.

Desde 1991 que vem participando em várias exposições coletivas, quer em Portugal quer no estrangeiro, realizando a primeira exposição individual em 1994. Em 1993 recebeu o 1º prémio de pintura na Feira de Arte de Portimão e em 1995 foi selecionado para a representação portuguesa à Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em Rijeka, na Croácia.
Das suas mais recentes exposições podemos destacar as exposições individuais “Fronteira Namban”, realizadas em 2013 e 2014 na Galeria Baginski e no MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas, respetivamente; a exposição “Printemp Tardif”, na Galeria Elizabeth Couturier, em Lyon; a exposição “Chodci”, na Trafacka Gallery, em Praga, ou as exposições coletivas “La Grand Migration” no Millenaris Cultural Center, em Budapeste e “Sob o Signo de Amadeu. Um Século de Arte”, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presentemente trabalha com a Galeria Arthobler, de Zurique, na Suíça, com a Galeria Elizabeth Couturier, de Lyon, França e a Galeria Maaret Finnberg, de Turku, na Finlândia.
Está representado em coleções institucionais em Portugal e em coleções particulares no país, Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Macau, México, Países Baixos e República Checa.


[EN]

In his second solo exhibition taken place in Torres Vedras (“Classificados” (“Classifieds”), 2006), the artist Carlos No (Lisbon, 1967) presents in CCCTV works that integrate two of his most recent series, “Europa” (Europe) and “Villa Bidão”.

“Europa” and “Villa Bidão” are two series which subject is the migrations issue, in the first case, and the shantytowns, in the second, but these series and these subjects are also intertwined, not only for the issues they address – the social exclusion issue, for instance –, but also for the concepts related to them – Territory, Border, Margin, Poverty and Segregation.

Though using different methods and work’s medium in each of these series, Carlos No intended in both of them to draw attention to the precarious living and housing conditions of millions of people worldwide, as well as the barriers, blockages and impediments to free movement to which many of them are subject in their quest for a better place to live.

Albeit these are two subjects that continue to be part of the current news agenda, namely the migrations and refugees issue, we would like to refer that some of these works have a date (2008) much prior to the so-called "Refugee Crisis”.

This wasn’t, therefore, an approach or "collage" of a currently quite mediated theme that the artist made here.

These are longstanding themes and issues in Carlos No’s work (“Caminhos” (“Paths”), 1999, for instance), but, due to their topicality, it makes sense to show them now.

Thus, the present exhibition is characterized by being an exhibition where the works presented aim, for their ethical implications, grounded in a permanent reflection on the human condition, to highlight the value of human dignity and Human Rights.

“I like Europe but Europe doesn’t like me” is an exhibition which seeks to question, beyond the concepts mentioned above, others like House, Housing, Inclusion and Equity.

Carlos No was born in Lisbon, in 1967, and currently lives and works in Ericeira.

He’s graduated in Painting by AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual (AR.CO – Center of Art and Visual Communication), 1987-1992, and also attended the course of Sculpture in 1987.

Since 1991, the artist has participated in several colective exhibitions, in Portugal and abroad, performing his first solo exhibition in 1994. In 1993, won the first prize for Painting in the Feira de Arte de Portimão (Portimão’s Art Fair) and, in 1995, was selected for the portuguese representation in the Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo (Biennale of Young Artists of Europe and the Mediterranean), in Rijeka (Croatia).

Of his most recent exhibitions, we highlight the solo exhibitions “Fronteira Namban”, produced in 2013 and 2014, in the Baginski Gallery and MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Museum of Contemporary Art of Elvas), respectively; the exhibition “Printemp Tardif”, in the Elizabeth Couturier Gallery, Lyon; the exhibition “Chodci”, in the Trafacka Gallery, Prague; or the colective exhibitions “La Grand Migration” in the Millenaris Cultural Center, Budapest, and “Sob o Signo de Amadeu. Um Século de Arte”, in the Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Modern Art Center of the Calouste Gulbenkian Foundation).

Currently, the artist works with the Arthobler Gallery, Zurich (Switzerland), with the Elizabeth Couturier Gallery, Lyon (France), and the Maaret Finnberg Gallery, Turku (Finland).

His work is represented in portuguese institutional collections and in private collections of Portugal, Germany, Belgium, Brazil, Spain, Finland, France, Hungary, Macao, Mexico, Netherlands and Czech Republic.

tradução por Inês Joaquim

 

preto e branco
       
     
preto e branco

03 de junho a 30 de julho 2016 | Câmara Clara

Inauguração a 03 de junho, pelas 22h00 horas

Exposição de Carlos Pereira

[PT]

“A Fotografia é, para mim, uma prática eminentemente experimentalista, com contornos e limites muito pouco definidos e com regras que, primeiro procuro conhecer, e depois me esforço por incumprir.

É um processo de representação do(s) meu(s) mundo(s).

É uma porta aberta à permanente exploração e descoberta de novos caminhos, fugindo à ditadura de uma estética comummente aceite como “boa”, e recusando o domínio da “máquina sobre o Homem”.

É pois, neste contexto, que encaro as minhas câmeras fotográficas como simples ferramentas…

…tal como o escritor utiliza um lápis e um papel, como um pintor recorre aos pincéis, às tintas e às telas, ou como o escultor manuseia um martelo, um escopro e um bloco de pedra, sem limites pré-definidos para a sua criatividade, também o fotógrafo deve poder desfrutar da luz e das suas câmeras, para se aventurar, sem receios nem preconceitos pelo fascinante mundo da criação de imagens.” Carlos Pereira, abril 2016

Carlos Pereira, nasceu em Torres Vedras há 57 anos. Dos quais 40 de amores e desamores com a Fotografia.

Exposições individuais em Torres Vedras, Lisboa, Porto, Bruxelas e Santiago de Queretaro.

Exposições colectivas em Torres Vedras e Lisboa.

 

[EN]

Photography is, for me, an eminently experimentalist practice, with very poorly defined contours and limits and with rules which, first, I intend to know, and then I strive to breache.

It’s a process of representation of my world(s).

It’s an open door to the permanent exploration and discovery of new ways, fleeing the dictatorship of an aesthetic commonly accepted as “good”, and refusing the domain of the “machine over Man”.

It is, indeed, in this context, that I see my cameras as simple tools…

…such as the writer uses a pencil and a paper, as a painter resorts to paintbrushes, paints and canvas, or as a sculptor handles a hammer, a scope and a block of stone, without pre-defined limits to their creativity, also the photographer should be able to enjoy the light and his cameras, to venture without fear or prejudice through the fascinating world of imaging.” Carlos Pereira, april 2016

Born in Torres Vedras, 57 years old, 40 of affections and disaffections with Photography.

Individual exhibitions in Torres Vedras, Lisbon, Porto, Brussels and Santiago de Queretaro.

Collective exhibitions in Torres Vedras and Lisbon.

Nas paredes e no chão
       
     
Nas paredes e no chão

28 de maio a 30 de julho 2016 | Câmara Escura

Inauguração a 28 de maio, pelas 18h00 horas

Exposição de Rui Dias Monteiro

[PT]
Nas paredes e no chão é um trabalho que reúne fotografia e poesia sobre gestos e marcas de passagem. Projecto desenvolvido em Lisboa e na Ilha de São Vicente em Cabo Verde, entre outubro e novembro de 2015, a convite da AOJE e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Horário: seg a sex das 14h00 as 19h00.
(em outros horários por marcação)

Rui Dias Monteiro, nasceu em Castelo Branco, Portugal, em 1987.
Vive e trabalha em Lisboa. Frequenta a Pós-Graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Concluiu em 2008 o Curso Avançado de Fotografia e Projecto Individual no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa.
Expõe o seu trabalho desde 2005 e em 2014 lançou os seus dois primeiros livros, “Sob cada erva” (edição de autor) e “Fazer fogo à noite” (não edições).

[EN]
Nas paredes e no chão («on the walls and on the floor») is a project which gathers photography and poetry about gestures and pass marks. A Project developed in Lisbon and the in St. Vincent Island, in Cape Verde, between october and november of 2015, after AOJE’s invitation and with the Calouste Gulbenkian Foundation’s support.

Schedule: Monday to Friday, from 14h00 to 19h00.
(at other times by appointment)

Rui Dias Monteiro was born in Castelo Branco, Portugal, in 1987.
Currently, the artist lives and works in Lisbon. Here, he attends the postgraduate studies in Discourses of Contemporary Photography, at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon.
In 2008, he finished the Advanced Degree of Photography and Individual Project at Ar.Co – Centre of Art and Visual Communication, Lisbon.
There’s been exhibitions of his work since 2005 and, in 2014, his two first books were released, “Sob cada erva” (“Under each herb” – author’s edition) and “Fazer fogo à noite” (“Making fire at night” - não edições).

Tradução por: Inês Joaquim

instantâneos URBANOS versão 1.0
       
     
instantâneos URBANOS versão 1.0

Envio: 21 a 28 de Abril | geral@ccctv.org

Exposição: 01 a 31 de Maio | Câmara Clara Café | CCC

[PT]

Partindo do instantâneo, propomos um desafio, tendo como base fotografias obtidas com exposição muito curta, momentos que duram apenas um só instante, rápidas, repentinas algo que se faz ou produz num instante.

Propomos um desafio, envia por email “instantâneos URBANOS”, imagens com que te cruzas no teu dia a dia.

De 21 a 28 de Abril a CCC, vai receber fotografias de qualquer parte do mundo. O tema é livre e as únicas regras são que as fotografias terão que ser instantes (não encenadas) podem ser captadas através de telemóvel, polaroids, lomos entre outros.
Os interessados podem enviar até 5 fotografias para o e-mail geral@ccctv.org, contendo no corpo do e-mail nome, cidade e contacto. Quem enviar tem participação garantida na exposição, porém haverá uma selecção para que cada pessoa participe somente com 3 fotografias. O evento vai acontecer de 01 a 31 de Maio no Câmara Clara Café, rua da cruz nº9, em Torres Vedras.

O que é: exposição colectiva de fotografia “instantâneos URBANOS”

Prazos e informações: enviar no maximo 5 fotografias até 28 de Abril contendo no corpo do e-mail nome, cidade e contacto.

Para: geral@ccctv.org (envia-mos e-mail de confirmação de entrega)

Onde: Câmara Clara Café, Torres Vedras – (bar da CCC) e em https://www.facebook.com/cooperativacomunicacaocultura/

Quando: de 01 a 31 de Maio de 2016, das 14h as 02h

Horário: segunda a sexta | 14H00 às 02H00, Sexta e Sábado | 20H00 às 02H00

Como vai surgir este projecto? É obviamente mais um mistério, processo imperceptível. Ele vai ser alimentado por instantes URBANOS, por todos nós de forma independente, cristalizado por uma maquina, guardado na memória. É o imprevisível, o momento, o instante que o torna único, na verdade o instante é quem decide.

O "período de gestação" é curto mas intenso.

PARTICIPA!

 

[EN]

Starting from the snapshot, we propose a challenge based on pictures taken with a very short exposure, moments that last only an instant, quick and sudden, something you do or produce in an instant.

We challenge you to send us, by e-mail, your “URBAN snapshots”, images that you come across in your day-to-day.

From 21 to April 28, CCC will receive photographs from any part of the world. Its subject is free and the only rules are that each picture has to be an instant/snapshot (not staged or assembled), it can be captured by mobile phone, polaroids, lomos, among others. Those interested may submit up to 5 photos to the email
geral@ccctv.org, including in the email body: name, city and contact. Those who send us their snapshots have a guaranteed participation in the exhibition, though there will be a selection so that each person participates only with 3 photos. The event will take place at Câmara Clara Café (rua da cruz nº9), in Torres Vedras (CCC), from 1 to May 31.

What: collective exhibition of photography “URBAN snapshots”

Deadline and info: send up to 5 photos until April 28, including in the email body: name, city and contact.

To: geral@ccctv.org (we’ll send an email to confirm the reception)

Where: Câmara Clara Café, Torres Vedras – CCC’s pub and
https://www.facebook.com/cooperativacomunicacaocultura/

When: from 1 to May 31 of 2016, 14h - 02h

Schedule of CCC’s pub: Monday to Friday | 18H00 - 02H00, Saturday | 20H00 - 02H00

How will this project emerge? It’s obviously one more mistery, an imperceptible process.
It will be powered by URBAN snapshots, by all of us independently, crystallized by a camera, kept in the memory. It’s the unpredictable, the moment, the instant that makes it unique, in fact, it’s the instant that decides. 

The "gestation period" is short but intense.

PARTICIPATE!

Entre - Formação Projetos Culturais
       
     
Entre - Formação Projetos Culturais

16 de abril de 2016 | sábado | 10h30 às 17h30

Local: Câmara Escura - Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras

Destinatários: Maiores de 16/ tecido associativo do concelho

Formadora: Idalina Conde, Instituto Univerrsitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

Inscrições: pelo tlf.: 2612 320 749 ou pelo e-mail: cultura@cm-tvedras.pt

Esta atividade integra o programa Plano de Formação às Associações Culturais 2016 pelo MTV.

Entre: é o conceito, verbo e substantivo, que convida a visitar Torres Vedras e a pensar sobre projetos culturais para este espaço-entre. Uma cidade próxima de Lisboa, mas a caminho do interior; sede de um extenso município entre a serra e o mar, a ruralidade circundante e a urbanidade de micrópole ainda no encalço da capital.

O workshop aborda a singularidade e potencialidades destes espaços-entre em geografias físicas e culturais. São espaços in between ou de trans/fronteira onde se cruzam escalas, dinâmicas, referências e perímetros, de rurais a urbanos, tradicionais e contemporâneos, locais e alargados. Esta formação também contextualiza os espaços-entre no mapa da diversidade europeia a que pertence Torres Vedras, sendo a Europa com as atuais problemáticas um eixo a atender para a construção de projetos.

A primeira sessão procede a esse enquadramento, incluindo referências institucionais e projetos de âmbito europeu. A segunda sessão destina-se a projetos de e para Torres Vedras como espaço-entre. Assim, projetos igualmente de interface em dois sentidos. Seja porque tecem uma rede criativa, reflexiva e de intervenção que mobiliza artes, culturas, identidades, memórias, patrimónios; seja porque se colocam, ou devem colocar, in between e como ponte entre espaços, local e abrangente. Hoje, necessariamente transcultural, cosmopolita, europeu, e para além da Europa.

PROGRAMA

1ª sessão / Perspetivas / 10h30 – 13h00
Europa, a diversidade de geografias culturais; Espaços-entre, tipologias e abordagens; Problemáticas contemporâneas trans/locaisb(cidadania, literacia; cosmopolitismo, transculturalidade;identidade, memória; criatividade e património)

2ª sessão / Projetos / 14h30 – 17h30
Para esta sessão os participantes no workshop podem trazer exemplos de projetos desenvolvidos em Torres Vedras, contribuindo com o relato da sua experiência para a reflexão e debate nos pontos seguintes.

- Torres Vedras: contexto e casos
- Escalas do olhar, de local a abrangente
- De ideias a conceitos para projetos; referências, metáforas e narrativas
- A construção de imaginários e dinâmicas culturais
- Condições e metodologias para a realização de projetos

Idalina Conde
Professora e investigadora no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), doutorada em sociologia com especialidade sobre arte e cultura, autora de várias publicações nestas áreas. Colaborou em projetos europeus, nomeadamente do ERICARTS - European Institute for Comparative Cultural Research. Desenvolve atualmente uma linha de estudos sobre a Europa em visão cultural, com iconografias do património e arte contemporânea. Entre outras iniciativas com temáticas europeias, realizou os seguintes workshops: Criatividade em Agenda na Europa, na Representação da Comissão Europeia em Portugal, com duas edições em 2012 e 2013; Património em Agenda na Europa, na Casa-Museu Medeiros e Almeida em Lisboa, 20 e 21 de janeiro de 2015; Políticas Culturais na Europa, na Casa-Museu Medeiros e Almeida em Lisboa, 16 e 17 de fevereiro de 2016. É igualmente professora e autora de estudos sobre auto/biografias, memórias e histórias de vida, área em que tem desenvolvido várias ações de formação desde 2008. A última decorreu em 30 de janeiro de 2016 no Centro UMAR em Lisboa, workshop Passado Presente: Trabalhar com Memórias também com reflexão sobre a linha da remembrance na Europa.

(Cred. fotográfico: Imagem relativa a parte do projeto de Ai Wei Wei, Fairytale, Documenta 12, Kassel, 2007)

Névoa / Mist
       
     
Névoa / Mist

19 de março a 14 de maio | Câmara Escura

Inauguração a 19 de março, pelas 17h30 horas

Exposição de Mariano Rennella

[PT]

Névoa

"É o reflexo de uma viagem. Através da névoa, totalmente acordado, em pesquisa constante. Um mundo utópico ideal é revelado.

Ilusão disfarçada como possibilidade? Saudade para o mal vislumbrado? Um horizonte irremediavelmente inatingível?

Neste espaço projetado encontra-se a experiência: um encontro puro, perfeito e sublime. "

 

Mariano Rennella (Buenos Aires, 1976).

Fotógrafo especializado em fotografia documental. Com uma vida em continuo movimento instala-se em 2015 em Lisboa. Trabalha como freelance para a industria do cinema e várias agências de publicidade. As suas fotografias têm sido publicadas em vários periódicos espanhóis como o El Mundo, El País e Abc e em plataformas internacionais como Lens Culture, Blur Magazine Pilerats entre outros. Colabora com a revista Omen de New York.

O seu primeiro trabalho gogo dancers foi seleccionado pela Galería Pabellón 4 para o Festival de la Luz em Buenos Aires no ano 2004.

Em 2010 expõe na galeria Rojo Máquina de Madrid a série Red, seguido-se a sua reportagem Muay Thai Banglamphu Gym na galeria Bangkok´s Photo Gallery em 2011. 

Em 2014 expõe a série Névoa / Niebla / Mist  na Casa de América de Madrid. Névoa / Niebla / Mist fez parte do festival Photoespaña 2015 na sede Carpe Diem Arte e Pesquisa de Lisboa.

O seu trabalho faz parte da Colecção Carpe Diem Edition Tour.

 

Declaração:

Desde muito pequeno que sou apaixonado pela ideia de viajar, e o meu amor pela Fotografia tem muito a ver com isso. Tem estado em mim a cada hora de cada dia, desde o momento em que embarquei nesta busca pela imagem e pela sua capacidade de comunicar, há cerca de vinte anos. Acima de tudo, valorizo a experiência, o acto de fotografar, que se tornou uma necessidade. A Fotografia é como um encontro próximo com as coisas de que mais gosto em mim; põe-me em órbita, por assim dizer. O meu processo de trabalho baseia-se na intuição, apenas com um planeamento básico (por vezes, nem isso). O conceito é, normalmente, um resultado directo da experiência. Sou um firme crente no poder da imagem, por oposição à superabundância do discurso. Sempre me interessei em documentar a minha visão particular da realidade, ainda que, ultimamente, tenha vindo a alargar os meus horizontes para incluir aquilo que é dificilmente perceptível, as esferas da ilusão e do sublime.

Mist (Névoa), um dos meus trabalhos mais recentes, é um claro exemplo dessa nova abordagem. Mariano Rennella

 

[EN]

Mist

"It’s the reflection of a trip. Through the mist, fully awake, the search is activated. An ideal, utopian world is revealed.
Illusion disguised as posibility? Longing for the barely glimpsed? A horizon irremediably unattainable?
In this projected space lies the experience: a pure, perfect and sublime encounter."

Mariano Rennella (1976, Buenos Aires).
His work has been published in major Spanish newspapers such as El Mundo, El País or Abc and digital media publications like Lens Culture,Blur Magazine,Pilerats, among others.
He collaborate with New York’s Omen magazine with the series Life around the burning ghat and Gogo Dancers. Mostly based in Spain, but a transient life devotee,in 2015 he settles
Lisbon for an artistic residence at Carpe Diem art centre.
His first work Gogo Dancers, shot in ibiza, is selected by the Pabellón 4 gallery as part of the Festival de la Luz held in Buenos Aires in 2004.
In 2009 he exhibits his Red series in Madrid’s Rojo Máquina gallery, followed by his report on Muay thai boxing Banglamphu Gym in Bangkok’s Photo Gallery in 2011.
Névoa (Mist) was exhibit in Madrid’s Casa de América and was part of Photoespaña 2015 in Carpe Diem Arte e Pesquisa in Lisbon.
His work is part of the Collection Carpe Diem Edition Tour.

Statement
"Ever since I was a little kid I’ve been passionate about the idea of traveling, and my love of photography has a lot to do with it.
It’s been with me 24/7 from the moment I embarked on this quest of the image and its ability to communicate, some twenty years ago.
Above all, I value the experience, the act of shooting, it’s become a necessity.
Photography is like a close encounter with the things I like best about me; it puts me in orbit, so to speak.
My working process is based on intuition, with just basic planning (sometimes not even that).
The concept is usually a direct result from experience.
I’m a firm believer in the power of the image,as opposed to the overabundance of discourse.
I was always interested in documenting my particular vision of reality, though as of late I’v been broadening my horizons to include that which is barely perceived, the realms of illusion and the sublime.
Mist, one of my latest works, is a clear example of that new approach." Mariano Rennella


horário | terça a sexta das 14 às 20 horas, sábado das 14 às 18 horas.

Snapshots by Bianca
       
     
Snapshots by Bianca

05 de março a 7 de maio 2016 | Câmara Clara

Inauguração a 05 de março, pelas 17:30horas

Exposição de Marian van der Zwaan

Marian van der Zwaan nasceu em 1971, em Roterdão (Holanda), e estudou na Open University of Arts (Universidade Aberta das Artes) de Haia. Actualmente, vive em Torres Vedras (Portugal).

As suas instalações artísticas resultam predominantemente de projectos sem fins lucrativos relacionados com questões sociais, como a discriminação de género e de grupos étnicos. Marian deseja expressar e transmitir a sua mensagem ao público em geral. É por isso que traz a sua arte para espaços públicos. Já trabalhou com diversas organizações internacionais, tais como postos nacionais das Nações Unidas, a Amnistia Internacional, governos, o IOM e muitas outras. Um dos seus mais recentes projectos recebeu o estatuto exclusivo de Mecenato pela UNESCO.

Ao longo da sua carreira, Marian expôs o seu trabalho em África, América Latina, EUA e Europa.

 

"Snapshots by Bianca" é uma instalação artística baseada numa conversa semanal que tive com uma prostituta de rua durante vários meses, até que ela desapareceu. Ela era, muito provavelmente, menor e traficada a partir da Roménia.

Durante as nossas conversas, obtive a sua permissão para gravar e tirar notas, enquanto ela me contava a sua vida...

Marian van der Zwaan

 

Acerca do trabalho de Marian ...

Não podemos escapar à arte de Marian van der Zwaan. A sua obra é uma força a ser reconhecida. E isto é algo positivo, tanto para a nossa sociedade em geral como para cada indivíduo que experiencie uma tela ou uma instalação que esta poderosa artista tenha criado. Van der Zwaan tem o dom de ampliar a esfera daquilo que é habitualmente íntimo, escondido e secreto nos nossos corpos e também nas nossas mentes.
Esta ampliação é alcançada através da escala real da obra, bem como do seu conteúdo. Uma vez confrontado com a obra, o espectador é imediatamente envolvido na realidade de importantes verdades que não podemos negar. Esta é uma intimidade ousada, uma intimidade que fascina, perturba e ensina. O soberbo domínio da técnica e desenho da anatomia do corpo feminino de Van der Zwaan expõe a beleza deste, revela o seu mistério e, ainda assim, nunca trai as suas forças inerentes. O tópico da discriminação de género, nos seus aspectos mais extremos, é uma potente linha que é tecida através de cada uma das exposiçóes de Van der Zwaan. Este trabalho está a anos-luz de quaisquer categorizações fáceis referentes à teoria feminista. Será porque nos encontramos tão completamente imersos na experiência feminina? A exposição anterior de Van der Zwaan, "Strange Fruit" (Estranha Fruta), de 2009, com as suas telas em grande escala de vaginas intrincadamente detalhadas, expôs o tema da mutilação genital. E a "Last Supper" (Última Ceia) (uma instalação que parte de onde a famosa "Dinner Party" de Judy Chicago termina) representa participantes femininas exuberantemente pintadas nessa tão célebre cena bíblica. E agora, num projecto ligado ao tráfico humano na indústria do sexo, Van der Zwaan amplia para abranger um dos crimes contra mulheres que mais rapidamente tem crescido.

Marian van der Zwaan é uma artista-activista no melhor sentido de cada um desses termos. A melhor arte muda aqueles que entram em contacto com ela, e, os que de nós são suficientemente afortunados para experienciar a visão desta corajosa artista, descobrem que saímos profundamente transformados desse processo.

IONE, Director Artístico, Deep Listening Institute

 

[EN]

Marian van der Zwaan born 1971, in Rotterdam the Netherlands. Studied at the Open University of Arts in The Hague. Living in Torres Vedras, Portugal.

Her art installations are predominantly nonprofit projects based on social issues , gender discrimination and ethnic groups. Marianaims to express and connect her message to the general public. That is why she brings her art to public areas.

She has worked with many international organisations such as country offices of the United Nations, Amnesty International, governments, IOM and many others. One of her latest projects received the exclusive status of Patronage from UNESCO.

Throughout her career Marian exhibited her work in Africa, Latin America, USA and Europe.

 

"Snapshots by Bianca” is an art installation based on a weekly conversation I had with a street prostitute during several months until she disappeared. She was most likely a minor and trafficked from Romania.

During our conversations I got her permission to record and take notes while she would tell me about her life…

Marian van der Zwaan

 

About the Marian work ...

We cannot escape the art of Marian Van der Zwaan. Her work is a force to be reckoned with. And this is a positive thing, both for our society at large and for each individual who experiences a canvas or an installation that this powerful artist has created. Van der Zwaan has the ability to magnify the scope of that which is usually intimate, hidden, and secret in our bodies and also in our minds. 

This magnification is accomplished through the actual scale of the work as well as its content. Once confronted with the work, the viewer is immediately involved in the reality of important truths that we cannot deny. This is a bold intimacy, an intimacy that fascinates, disturbs and instructs. Van der Zwaan's superb draftsmanship and command of anatomy of the female body, exposes its beauty, unveils its mystery, and yet never betrays its inherent the strengths. The topic of gender discrimination in its most extreme aspects is a potent thread that weaves through each of Van der Zwaan's exhibitions. This work is light years beyond any easy categorizations pertaining to feminist theory. Is it because we find ourselves so completely immersed in the female experience? Van der Zwaan previous shows 2009's Strange Fruit with its large-scale canvases of intricately detailed vaginas- exposed the theme of genital mutilation. And the Last Supper, (an installation that takes up where Judy Chicago's famous Dinner Party left off) depicts lushly painted female participants in that most famous biblical scene. And now a project based on human trafficking in the sex industry, Van der Zwaan expands to encompass one of the fastest growing crimes against women.

 Marian Van der Zwaan is an artist-activist in the best sense of each of those terms. The best art changes those who come in contact with it, and those of us who are fortunate enough to experience this courageous artist's vision, find that we are deeply transformed in the process. 

IONE Artistic Director Deep Listening Institute, Ltd. Kingston, NY March 22, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2º Encontro Internacional de Desenho de Rua
       
     
2º Encontro Internacional de Desenho de Rua

(PT)
Torres Vedras é hoje, um dos destinos preferenciais para os amantes do desenho de rua (urban sketching), não só a nível a nacional, como a nível internacional. O Encontro Internacional tem privilegiado o intercâmbio entre desenhadores (sketchers) portugueses, espanhóis e brasileiros.
Para além da promoção do nosso património, pretendemos sobretudo, promover a integração de novos praticantes, através de momentos de partilha, dando a conhecer novas técnicas, novos conceitos, novos mundos, mas sobretudo, mostrando que aqui qualquer pessoa pode desenhar.
O desenho não é um “dom”, é paixão e treino.

“A mão treina-se? – Claro. A mão acentua hábitos, memoriza-os e depois sofistica-se… é a mão que selecciona criteriosamente o instrumento que usa para desenhar – o lápis, o pastel, o pincel, a caneta Bic…através do hábito”. (Vítor Neves, arq. 2012)

Este ano, voltámos a convidar desenhadores que se destacam pela forma apaixonada com que vivem o desenho e a forma singular com que registam o seu quotidiano.

Portugal: Helena Monteiro (Lisboa); António Procópio (Mafra); Paulo Brilhante (Açores); Bruno Vieira (Torres Vedras); Pedro Alves (Torres Vedras); André Baptista (Torres Vedras)

Espanha: Celia Burgos (Cádis); Joaquin Gonzalez Dorao (Madrid)

Brasil: Danilo Yamamoto (São Caetano-SP); Márcia Rosenberger (Santo André-SP); Edward W. K. Wandeur (Santo André – SP); José Clewton (Natal); Flávio Ricardo (SP); Lia Rossi (Curitiba)

Datas: 6, 7 e 8 de maio
Local: Torres Vedras, Portugal
Organização: Cooperativa de Comunicação e Cultura
Parceiros: Município de Torres Vedras e Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Coordenação: Inês Mourão e André Baptista

Inscrições e informções: geral@ccctv.org

(ES)
Torres Vedras es hoy uno de los destinos de preferencia para los amantes del dibujo en la calle (urban sketching) no solo a nivel nacional como también internacional. El encuentro internacional ha privilegiado el intercambio de dibujantes portugueses, españoles y brasileños.

Además de la promoción de nuestro patrimonio, intentamos sobretodo, promover la integración de nuevos dibujantes, a través de momentos de compartir, dando a conocer nuevas técnicas, nuevos conceptos, nuevos mundos, pero sobretodo, mostrando qué aquí todos pueden dibujar. El dibujo no es uno don, es pasión y entrenamiento.

“ ¿La mano se entrena? – ¡Claro! La mano acentúa hábitos, los memoriza y después se sofistica… es la mano qué selecciona criteriosamente el instrumento qué utiliza para dibujar -el lápiz, el pastel, el pincel, el bolígrafo Bic … a través del hábito.” (Vítor Neves, arq. 2012)
Este año, volvemos a invitar dibujantes que se destacan por la forma apasionada con qué viven el dibujo y su manera singular de registrar el cotidiano.

Portugal: Helena Monteiro (Lisboa); António Procópio (Mafra); Paulo Brilhante (Açores); Bruno Vieira (Torres Vedras); Pedro Alves (Torres Vedras); André Baptista (Torres Vedras)
Espanha: Celia Burgos (Cádis); Joaquin Gonzalez Dorao (Madrid)
Brasil: Danilo Yamamoto (São Caetano-SP); Márcia Rosenberger (Santo André-SP); Edward W. K. Wandeur (Santo André – SP); José Clewton (Natal); Flávio Ricardo (SP); Lia Rossi (Curitiba)

Fechas: 6, 7 e 8 de Mayo
Local: Torres Vedras, Portugal
Organización: Cooperativa de Comunicação e Cultura
Parceiros: Município de Torres Vedras y Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Coordinación: Inês Mourão y André Baptista

Inscripciones y informaciones: geral@ccctv.org

(EN)
Torres Vedras is actually one of the main attractions for urban sketchers and sympathizers alike both nationals and abroad. Our Meeting focus mostly on the exchange of knowledge between national, Spanish and Brazilian sketchers, promoting our heritage and tradition, but mostly, integrating new participants by exchanging techniques, new concepts, under our motto that anyone can learn how to sketch.

Drawing is not a "gift", is about passion and practice. Drawing everyday gives you visual memory and time to exploit a various number of materials. Your hand selects the perfect material to sketch be it a pen, pencil, pastel, even a simple ballpoint. For this year edition we've invited intructors that stands out for the passionate way they see their world trough sketching.

Portugal: Helena Monteiro (Lisboa); António Procópio (Mafra); Paulo Brilhante (Açores); Bruno Vieira (Torres Vedras); Pedro Alves (Torres Vedras); André Baptista (Torres Vedras) Spain: Celia Burgos (Cádis); Joaquin Gonzalez Dorao (Madrid) Brazil: Danilo Yamamoto (São Caetano-SP); Márcia Rosenberger (Santo André-SP); Edward W. K. Wandeur (Santo André – SP); José Clewton (Natal); Flávio Ricardo (SP); Lia Rossi (Curitiba)


Dates: 6, 7 and 8 May 2016
Organizing commitee: Cooperativa de Comunicação e Cultura
Partners: Torres Vedras municipiality and Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Coordination: Inês Mourão e André Baptista

Info and registration: geral@ccctv.org

PUBLICAÇÕES

diz FELIZ NATAL!
       
     
diz FELIZ NATAL!

A Cooperativa de Comunicação e Cultura deseja a todos um

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

Merry Christmas and a Happy New Year!
Joyeux Nöel et Bonne Nouvelle Année!

VÊ
       
     

12 de dezembro 2015 a 30 de janeiro 2016 | Câmara Clara

Inauguração a 12 de dezembro, pelas 17:00 horas

Exposição de Antero Valério

Antero Valério, nasceu em Torres Vedras em 1960. Diplomado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1988.  Divide a sua actividade na Pintura com a docência de Artes no Ensino Secundário, Banda Desenhada, Cartoon, Ilustração, Design Gráfico...

 

"Eu não faço arte. Estou envolvido numa actividade. Se alguém quer chamar isso de arte, é um assunto seu, não me cabe a mim decidir.

Tudo é esclarecido mais tarde.

Richard Serra"

 

 

Isto é arte?

Esta é uma pergunta que muitas vezes ouvimos em galerias de arte e museus.

Afinal o que é uma obra de arte? O que é o trabalho do artista ou “operador plástico”?

Robert Rauschenberg dizia que nenhum artista honesto “produz” arte. Ama arte. Vive arte. Faz aquilo que

é impelido a fazer e que ninguém o pode impedir de fazer. Básicamente, os artistas trabalham por impulso. Não é uma escolha, é uma necessidade de fazer coisas.

Essa necessidade é um veículo de transmissão de informação relativo à sua actividade mental.

Nesta linha de pensamento, Marcel Duchamp foi ainda mais longe ao definir o artista como alguém capaz

de repensar o mundo e refazer o significado através da linguagem, em vez de ser apenas produtor de

objectos para o prazer visual. A comunicação esteve sempre presente naquilo a que chamamos artes plásticas e tem adquirido diferentes formas de expressão e linhas de pensamento ao longo dos tempos.

A presença da ideia, do conceito, tornou-se frequentemente mais forte do que a presença formal do objecto.

No seu “What thinks me now”, John Baldessari escreveu estar menos interessado na forma que a arte toma  do que no significado que a imagem evoca.

Os trabalhos desta exposição são resultado de ideias concretizadas ao longo de anos para meu próprio

prazer. Decidi agora apresentá-los. Aprecio a ambivalência entre a imagem e a palavra.

Ambas usam códigos para transmitir a sua mensagem.Se uma imagem vale por mil palavras, posso dizer que uma palavra, uma frase, provocam em mim muitas imagens. Penso que a arte está, acima de tudo,

na cabeça do observador. No seu “banco de memórias interno”. O conceito é transferir informação de

um objecto para uma outra memória e desencadear novas associações de ideias. 

Antero Valério

 

Exposições individuais: 2013 . RetooNação, Centro de Cultura Contemporânea, CCC de T. Vedras | 2011. (in)finito, Centro de Cultura Contemporânea, CCC de T. Vedras | 2009. Passado recente, Galeria EITV, T. Vedras | Cartoons, Centro Cultural e Congressos, Caldas da Rainha. | 2003 . Cantos do círculo, Galeria Municipal Paços do Concelho, Torres Vedras. | 2002 . ArdeBar, Santa Cruz |2001 . Graciosa alegria, Museu da Graciosa, Açores | 2000 . Viagens na minha terra, Galeria Fábrica das Artes, T. Vedras | 1999 . Alegria! Alegria!, CMTV, T. Vedras | 1989 . Memórias de um castelo e outras histórias, Galeria Florarte,

Caldas da Rainha | 1983 . Desenhos do quotidiano, Salão Nobre do H. Termal, C. da Rainha.

 

Exposições colectivas: 2011 . 21 do outro lado do espelho, Centro de Exposições de Odivelas | 2006 . Colecção de Serigrafias da Câmara Municipal de Torres Vedras, Galeria Municipal Paços do Concelho, Torres Vedras | 2003 . Linhas de Torres, Rotary Club de T. Vedras | 2001 . Cristo na Arte, Galeria Fábrica das Artes, T. Vedras | Semana do autor local - Design Gráfico, CMTV / Fábrica das Artes | 1992 . Connosco..., Galeria Torres Velhas, Torres Vedras | 1989 . Salão de Verão, SNBA, Lisboa | Prémio Jovens Pintores, Galeria Soctip, Lisboa | 1988 . Contemporary Portuguese Art in New York, Jadite Galleries, Nova

Iorque | 1987 . II Exposição Aberta, Galeria Nova, Torres Vedras | O Risco Inadiável - Homenagem ao Prof. Lagoa Henriques, ESBAL, Lisboa | Sede do Sindicato dos Professores, Lisboa | 1986 . Grafiporto, Porto | 1984 . Despertar, C.M. de Torres Vedras | 1980 . 1º Salão de Abril, Museu Municipal de Torres Vedras.

 

Arte em espaço público: 2013 . Painéis Um dia vou ser, Centro Educativo da Ventosa, Torres Vedras | 2000 . Painel de azulejos 75 anos do Carnaval de Torres, Torres Vedras Prémios: 2012 . 1º Concurso Desenho Humorístico Emmerico Nunes (2º Prémio Júri do Público e Menção Honrosa Júri da Organização), Sines | 1987 . BD O inventor, Jornal Se7e (1º Prémio) | 1988 . BD Bartolomeu Dias, Centro Nacional de Cultura (Menção Honrosa).

 

Representações: Colecção da Câmara Municipal de Torres Vedras | Colecções privadas em Portugal e Espanha.

 

Publicações: Niram - Art Magazine, Nº8, Abril de 2007 | Justiça e Sociedade, Ed. Almedina, 2009 (cartoon) |Como se tornar um docentezeco, Ed. de autor, 2008 (b.d. e cartoon) | Enciclopédia do estudante - Gramática, Editora Moderna (Brasil), 2008 (cartoon). I No reino do computador, Ed. Verbo, 1992 (ilustração). Banda Desenhada e cartoons nas revistas Mundo Universitário, Fanzine Efeméride, Escola. Informação, O Barrete, Severi e jornal Se7e. Ilustrações na revistas Exame e Zona Oeste e jornais Expresso e Área. Plano gráfico de livros editados pela Câmara Municipal de Torres Vedras e pelo Museu

Leonel Trindade. Concepção gráfica das capas do albuns “Does humor belongs in classical music?” (2013) e “Kong’s Revenge” (2014) dos Inventionis Mater (Itália), “Weasels Re-Ripped” (2014) The Mothers’ 1970 masterpiece re-imagined (Inglaterra) e “Greatest Hits” (2015) do Two-Fol

Quartet (Itália).

 

horário | segunda a sexta das 14 às 02 horas, sábado das 20 às 02 horas.

PAISAGEM
       
     
PAISAGEM

14 de novembro 2015 a 02 de janeiro 2016 | Câmara Escura

Inauguração a 14 de novembro, pelas 18:30 horas

Exposição de Paulo David

Paulo David, nascido no Funchal, Arquipélago da Madeira, 1959. Diplomado em 1989 em Lisboa pela Faculdade de Arquitectura da UTL. Consultor no âmbito dos Projectos para o Centro Histórico, na Câmara Municipal do Funchal, de 1995 até 2002. Docente convidado do curso de Arte e Design da Universidade da Madeira, 2001-04. Docente convidado do curso de Engenharia Civil da Universidade da Madeira, 2006-09. Prémio AICA | Prémio Carreira da Associação dos Críticos de Arte | Ministério da Cultura, 2007. Assessor Internacional para a Revista A* Arquitectura, Colégio dos Arquitectos de Madrid, COAM, 2009-2012. Júri convidado do Prémio FAD | Barcelona, 2009. Professor convidado para seminário de Arquitectura na Universidade Autónoma de Lisboa, 2009. Professor convidado do workshop de Arquitectura da École d’Architecture de Nancy, 2010.

Professor convidado do II Master Internazionale di II Livello in Waterscape | Designing Settlements for Sustainable Coastal Territories | Dipartimento di Architettura, Design e Urbanistica dell’Università di Sassari, Itália, Alghero, 2014

Autor dos “Encontros de Esquina” | Vamos Falar de Cidade | Funchal, 2010; Arquitecto convidado pelo Governo de Bio Bio, Concepción, para o projecto META no Chile, 2011; Alvar Aalto Medal | Medalhista, Helsínquia, Finlândia, 2012; Condecoração concedida pelas Ordens Honoríficas Portuguesas: Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, 2012; Finalista dos Prémios FAD 2015; Trabalho publicado e representado em diversas exposições nacionais e internacionais.

Nomeação pelo Jornal Expresso para os 100 portugueses mais influentes – Paulo David (Nomeado na categoria Revelação), Portugal, 2012

 

horário | segunda a sexta das 14 às 18 horas, sábado das 14 às 18 horas.

 

 

 

 

FLASH BACK, fotografia ESAD.CR
       
     
FLASH BACK, fotografia ESAD.CR

12 de Setembro a 31 de Outubro | Câmara Escura

Inauguração a 12 de Setembro, pelas 178 horas

Exposição de Fotografia FLASH BACK, Fotografia na ESAD.CR (Integra as Comemorações dos 25 Anos da ESAD.CR)

 

Com curadoria de Pedro Letria e Emanuel Brás, a exposição Flashback reúne uma seleção de fotografias contemporâneas que foram desenvolvidas por um corpo de 72 Artistas Plásticos formados pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.cr).

Os artistas que integram esta seleção são: Abílio Barbosa, Ana Margarida Machado, Ana Mouro, Ana Pereira, Ana Sousa, Anabela Rodrigues, Anabela Alves dos Santos, Ângelo Pacheco, Alexandra Matos, Bernardette Ermida, Carolina Rocha, Catarina Cabrita Ramos, Carla Cabanas, Carlos Bunga, Carolina Parrinha, Catarina Godinho, Cátia Ferreira, Daniel Lopes, Diana Conde, Diana Patacão, Diogo Martins, Elisa Sousa, Eunice Ribeiro, Fábio Ventura, Filipe Silvério, Gaja Kutnjak, Gonçalo Almeida, Gustavo Santos, Hélder Gorjão, Helena Branco, Hugo Dias, Inês Gomes, Ivo Andrade, Janete Penedo, Jessica Gomes, Joana Cabete, Joana Simões, João Ferro Martins, João Machado, João Serpa, Jorge Gomes Moreira, Juliana Oliveira, Luís Aguiar, Luís Alves, Luís Rocha, Lara Portela, Laura Ferreira, Maria Conceição Lourenço, Manoel Jack,  Mauro Mangas, Marco Leirosa, Micael Silva, Miguel Croft Dantas, Milton Pacheco, Mónica Landim, Patrícia Faustino, Patrícia Reis, Paul Grosz, Pedro Barreiro, Pedro Jafuno, Rebeca Garcia, Ricardo Petinga, Rodrigo Peixoto, Rute Raposo, Samuel Rama, Sara Bernardo, Sara Vieira, Thomas Mendonça, Tiago Lopes, Thierry Ferreira, Vieira Pereira.

Esta mostra encontra-se integrada nas comemorações dos 25 anos da Escola e pretende tornar manifesto uma praxis contemporânea diversificada e transversal através da fotografia, criando um espaço de (re)união de artistas que partilham experiências académicas, promovendo o resultado das investigações individuais sustentadas e debatidas entre professores e alunos de artes plásticas da ESAD.cr.


horário | segunda a sexta das 14 às 20 horas, sábado das 14 às 18 horas.

 

SketchCrawl - Património Religioso
       
     
SketchCrawl - Património Religioso

12 setembro, 9,30 horas | Convento de Santo António do Varatojo

Classificado como Monumento Nacional, o Mosteiro de Santo António do Varatojo foi fundado por D. Afonso V em 1470, como cumprimento de uma promessa a Santo António, pedindo auxílio para as campanhas do Norte de África. Terminadas as obras em 1474 é oferecido à comunidade de franciscana que o passa a habitar. Desta edificação primitiva restam um dos dormitórios, que dá entrada para o coro.
O espaço do mosteiro apresenta uma estrutura eclética que conseguiu integrar vários modelos diferentes relativos às diversas épocas construtivas, nomeadamente um portal gótico gravado com baixos relevos, e o claustro quatrocentista, o tecto mudéjar da portaria e vários portais manuelinos no espaço claustral, o templo maneirista, vários painéis de azulejo, tanto de gosto maneirista como azulejos de padrão e figurativos de gosto barroco, altares de talha de estilo nacional e uma tela da autoria de Bacarelli, colocada na capela-mor.

O centro histórico de Torres Vedras tem sido o local eleito para a maioria das nossas actividades de desenho, por isso propomos desta vez uma saída, vamos desenhar património religioso, o Convento do Varatojo, um local mágico, pátios, corredores, capelas, monges, mata e arte sacra. Junta-te a nós!

Objectivos | Desenhar em grupo leva-nos a arriscar, não só nas técnicas mas também na forma como encaramos/vivenciamos os espaços representados. Conhecer o nosso património, a monumentalidade do mosteiro, percorrer salas e corredores,  partilhar o nosso olhar com as suas gentes e costumes.  

Coordenação | André Duarte Baptista

Desenhador convidado | André Duarte Baptista

Participantes | Amantes do desenho, com ou sem experiência. Sozinho ou em Familia (este é o local ideal para familias)

Material (opcional) | Caderno de pequenas dimensões (A5 ou A6).Grafite, canetas, aguarelas, lápis de cor, tudo aquilo que vos estimule a vontade de desenhar.

Local de Encontro | Porta do Convento de Santo António do Varatojo, Varatojo, Torres Vedras.

Data e Hora | 12 de Setembro às 9,30 horas.

Condições de participação | Gratuita, sujeita a inscrição em geral@ccctv.org ou sketchcrawl@gmail.com

SKETCHCRAWL, Vivências em natureza urbana
       
     
SKETCHCRAWL, Vivências em natureza urbana

25 de Julho | pelas 14,30 horas, no Parque verde da várzea
Oficina de Desenho com Pedro Alves, com o tema "Vivências em natureza urbana". 

Inscrições:
Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras 
geral@ccctv.org.
261338931 | 261338300
rua da Cruz, n.9-9A, 13, Torres Vedras

ESPELHO NEGRO
       
     
ESPELHO NEGRO

6 de Junho a 31 de Julho | Câmara Escura

Inauguração a 6 de Junho, pelas 18 horas

Exposição de Rita Magalhães

Rita Magalhães nasceu em 1974, no Porto, cidade onde vive e trabalha actualmente. É formada em Pintura pela FBAUP - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e o seu trabalho divide-se entre esta área e a fotografia, tendo já realizado diversas exposições individuais e colectivas em território nacional e internacional. Está representada em colecções públicas portuguesas e espanholas, de que são exemplo a da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e a do CAC - Centro de Arte Contemporânea (Málaga, Espanha), entre várias outras.

A fonte do puro olhar

A fotografia de Rita Magalhães foi, desde o seu início há quase duas décadas, percorrida por um intenso, desmedido desejo de pintura. Como se a artista compreendesse que, desde sempre, a memória da pintura enquanto tradição de produzir imagens inevitavelmente habitou a fotografia qual cena primitiva. E como se, através desta última, ela procurasse constantemente voltar sobre essa cena primeira, fundadora, original e originária. 

Nesse sentido se poderia afirmar que o olhar da Rita é como o de Ulisses. É um olhar que incessantemente ali regressa, e a si regressa, como se essa fosse a fonte verdadeira de todo o olhar que foi, é e será. Procurando reconhecer o que apenas se entreviu, uma vez apenas, talvez, ou então o que tão-só se imaginou e sonhou ver-se. O que abre para o campo do que desejou ver-se. (…)

Assim, este olhar da artista vai percorrendo o mundo, vendo à sua volta, curioso como o da criança procurando em cada coisa o seu sinal mais secreto, a porta que aos poucos se descerra, o aviso discreto de que algo se aproxima e se divisa ao longe, ao mesmo tempo terno e violento, como no entreabrir das pálpebras depois do sonho, porém ainda antes do acordar. Mas algo que também jamais se poderá captar, pois que se captado para sempre também se perderia.

Um olhar todo nascido no silêncio, como se espera sempre do olhar próprio da contemplação, ao mesmo tempo distraído e atento, curioso e indiferente, interior e exterior, película finíssima entre os dois. O que ele capta, então, não são as coisas tal como as vemos, nem as imagens das coisas que nos despertam para elas mas em seu lugar o antes e o depois de elas já serem, ou terem sido. O que fica no meio e as surpreende no caminho de serem. (…)

Um olhar assim devolve às coisas o seu mistério, não as quer desenhadas e nítidas, ou abstractas, mas antes cheias de símbolo e distância, operando como agentes de metamorfose. Transfigura. Por isso as cidades que ele vê têm distâncias, luzes, poeira de oiro, uma bruma que dissolve os contornos das coisas como a humidade que sobe do mar ou do rio, e que parece transfigurá-las como se sob a luz vaga de alguma aparição. As cidades fundem-se, alucinatórias quase liquefazem-se, as suas personagens são líquidas e atravessam-nas como se perdessem nelas a forma da inteireza. E a própria luz é um manto que se estende sob o olhar. Não há contornos mas cores, manchas, surdas reverberações de luz e de atmosfera sob um enigmático prisma. (…)

Depois das séries que dedicou a Vermeer ou Caravaggio, Ingres ou Délacroix, não surpreende agora que a artista queira mergulhar nesses abismos simbolistas para onde a chama o seu temperamento sonhador de pintora que pinta com a fotografia. (…)

E na era da fotografia, Rita Magalhães pinta com as suas fotografias sem ver nisso qualquer problema, bem pelo contrário, já que num plano mais íntimo, que é o da imagem, nada diferencia a pintura da fotografia, antes uma ecoa na outra.

Porque a pintura nasce dessa vontade, desse desejo de fixar não as coisas ou a sua imagem mas tão só a impressão das coisas e do mundo, dos seres e das atmosferas, o modo como elas afectam o olhar. (…)

Bernardo Pinto de Almeida (Janeiro 2015)

horário | segunda a sexta das 14 às 20 horas, sábado das 14 às 18 horas.

SOUVENIRS FROM EUROPE
       
     
SOUVENIRS FROM EUROPE

22 de maio a 31 de julho | CCC, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras
inauguração pelas 19 horas

[PT]

Souvenirs from Europe
Editora GHOST, Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot

Iniciado em 2013, ‘Souvenirs from Europe’ é um projecto da editora portuguesa GHOST. Reúne uma série de cartazes concebidos por artistas (fotógrafos, designers, performers, artistas visuais) que vivem e trabalham na Europa. Foi-lhes pedido que criassem um souvenir político do nosso tempo, ou que escolhessem um “objecto de protesto” (tal como existiam canções de protesto nos anos 1960-70). O resultado final toma a forma de uma exposição portátil (facilmente transportável em tubos de cartão) que é proposta e enviada a espaços de arte (galerias, teatros, livrarias) na Europa.
O projecto já foi apresentado em Bruxelas, Atenas, Paris, Kiev, Lisboa, Lille, Guimarães e Lagos. Está actualmente em exposição no Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (Espanha), no Colégio das Artes em Coimbra e na Galeria LENDROIT em Rennes (França). Será apresentado na Rosa Luxemburg Foundation (Berlim, Alemanha) em Setembro de 2015, nos Maus Hábitos (Porto) em Janeiro de 2016.
Mais informação em:
http://ghost.pt/souvenirsfromeurope.html

[EN]

Souvenirs from Europe
GHOST Publisher, Patrícia Almeida and David-Alexandre Guéniot

Started in 2013, ’Souvenirs from Europe’ is a series of posters made by artists (photographers, designers, visual artists) who are presently living and working in Europe. They were invited to choose/create an “object of protest” (as there were “protest songs” in the 1970’s), i.e. a political souvenir of our times. The final result takes the shape of a portable exhibition (easily transportable in postal tubes) that will be proposed (for free) to art spaces (galleries, theatres, bookshops) in Europe. 
The project has already been shown in Brussels, Athens, Paris, Kiev, Lisbon, Lille, Guimarães and Lagos. Currently, there are exhibitions of “Souvenirs from Europe” in Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (Spain), Colégio das Artes (Coimbra, Portugal) and Gallery LENDROIT (Rennes, France). 
Future exhibitions: Rosa Luxemburg Foundation (Berlin, Germany), September 2015; and Maus Hábitos (Porto, Portugal), January 2016.

More info:
http://ghost.pt/souvenirsfromeurope.html

Títulos e autores dos cartazes: / Published posters:

- “Souvenir form Austria”, Superamas;
- “Souvenir from Belgium”, Eduardo Matos;
- “Souvenir from Bosnia Herzegovia”, Andrej Derkovic;
- “Souvenir from Cyprus”, Panayiotis Michael;
- “Souvenir from England”, Seba Kurtis;
- “Souvenir from France”, Marina Gadonneix + Guillaume Onimus;
- “Souvenir from Germany”, Léo Favier + Shroeter und Berger;
- “Souvenir from Greece”, Petros Efsthatiadis;
- “Souvenir from Hungary”, Tecnica Shweiz + Katarina Sevic;
- “Souvenir from Iceland”, Unnar Orn;
- “Souvenir from Ireland”, Kenneth O’Halloran;
- “Souvenir from Luxembourg”, Claudia Passeri;
- “Souvenir from the Netherlands”, Jaap Sheeren;
- “Souvenir from Poland”, Agniezska Rayss;
- “Souvenir from Portugal”, Galeria de Arte Ambulante;
- “Souvenir from Slovenia”, Janez Jansa, Janez Jansa, Janez Jansa;
- “Souvenir from Spain”, Carlos Spottorno;
- “Souvenir from Sweden”, Peter Johansson;
- “Souvenir from Switzerland”, Virginie Rebetez;
- “Souvenir from Turkey”, Ali Taptik;
- “Souvenir from Ukraine”, Kirill Golovchenko

Horário | segunda a sexta das 14,00 horas às 20,00 horas, sábados das 20,00 horas às 02,00 horas.

Encontro Internacional de Desenho de Rua
       
     
Encontro Internacional de Desenho de Rua

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Encontro Internacional de Desenho de Rua

10 a 14 de Junho | Câmara Escura | TORRES VEDRAS

Sem preocupações de fazê-lo de forma correcta, traduzindo no papel o que vêem e o que os atraiu. Não há que recear, TODOS somos capazes de desenhar, mas para obter bons resultados requerem-se persistência e dedicação.

A forma de olhar e representar o mundo pelo desenho é intrínseca ao indivíduo, o que torna cada registo único, e, por isso, diferente de todos os outros. Os registos desenhados permitem captar a sensibilidade com que o observador olhou o ambiente em seu redor, representado através da(s) técnica(s) que preferiu. O importante não é a arte em si, mas os simples esboços e rabiscos que se fazem no caderno, fruto do tempo que se dedica a observar o que nos rodeia.

O desenho de rua em diário gráfico leva-nos a registos espontâneos, honestos e cheios de vida. Bons ou maus são únicos, portadores de histórias, lugares e momentos.

O material necessário é escasso e fácil de transportar: Um caderno, as canetas, o lápis, aguarelas ou outros. Nada mais!

10 de junho
9h30 - Recepção aos participantes
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz

10h – 12h Oficina de Desenho Compreender o Espaço Urbano
Local: Largo de Santo António

12h – Inauguração Oficial do Encontro Internacional de Desenho
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz, Centro Histórico

14h30 – 17h30 - Oficina de Desenho Desenho e Escrita
 Local: Praça da República e Praça 25 de Abril

18h – 20h – Tertúlia Portugal e Brasil, O Desenho que nos Une
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz, Centro Histórico


11 de junho
10h -13h – Oficina de Desenho – A Aguarela
Local: Antigas Termas dos Cuco (Torres Vedras)

13h – 14h – Almoço tipo picnic
Local: Antigas Termas dos Cuco (Torres Vedras)

14h - 17h – Oficina de Desenho – A Aguarela e Colagem
Local: Antigas Termas dos Cuco (Torres Vedras)

18h-20h – Tertúlia A Aguarela e O sketch
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz Livre


12 de junho
10h -13h – Oficina de Desenho – O Desenho no Quotidiano
Local: Largos de S. Pedro e Wellington

14h30 – 17h30 - Oficina de Desenho – Mancha e Reflexos
Local: Chafariz dos Canos

18h-20h –Tertúlia O Desenho na Escola
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz, Centro Histórico
Livre


13 de junho
10h -13h – Oficina de Desenho – A Linha e a Mancha Local: Castelo

14h30 – 17h30 - Oficina de Desenho – Desenho de Viagem
Local: Largo do Grilo e Travessa Quebra Costas

18h-20h – Tertúlia O Desenho em Viagem
Local: Câmara Escura – Rua da Cruz, Centro Histórico Livre


14 de junho
10h -13h – Sketchcrawl colectivo Encerramento – Portugal, Espanha e Brasil
Local: Da Estação Comboios de Portugal, ao Castelo

Nota: A programação das oficinas poderão sofrer alterações previamente anunciadas.

mais informações em geral@ccctv.org / Sketchcrawl.ccctv@gmail.com

conversa com CLÁUDIA CLEMENTE
       
     
conversa com CLÁUDIA CLEMENTE

28 de Maio, pelas 18,30 horas | Câmara Escura

Nesta conversa, Claudia Clemente falará sobre o seu percurso artístico, que se desdobra nas suas três grandes paixões - a arquitectura, o cinema e a escrita -, mas também noutras áreas em que mais recentemente mergulhou, como a vídeo-arte e a fotografia, abordando em particular a exposição “Playing with myself”, patente na Câmara Escura. A conversa será seguida de uma sessão de cinema dedicada à artista. Mais do que uma apresentação de um portfolio, será uma visita aos bastidores daquilo que é visível.

Nascida no Porto em 1970, Claudia Clemente, arquitecta de formação, divide o seu trabalho actual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários. Licenciou-se em Arquitectura na FAUP em 1995 e estudou cinema em Lisboa e Barcelona, tendo concluído o curso de Escrita de Argumentos para Longas-metragens da Gulbenkian, com a London Film School, em 2006, e terminado o curso de Realização para Cinema e Televisão na Restart, em 2007, para além do curso de Realização que frequentou na Micro Obert (Barcelona).

Publicou o seu primeiro livro de contos, “O caderno negro” em 2003, na Editora Tinta Permanente, e o segundo, “A fábrica da noite”, na Editora Ulisseia, em 2010. Os seus livros mais recentes têm como títulos “A casa azul” (2014) e “Londres”, sendo que este último recebeu o Grande Prémio de Teatro S.P.A./Teatro Aberto em 2011. Os seus contos foram editados em Portugal, Espanha e Itália.

Realizou 6 filmes de ficção e 3 documentários. Foi responsável pelos argumentos, storyboards, realização, direcção de arte, montagem e (na maioria dos casos) produção dos seus próprios filmes. Estes já foram exibidos em Portugal, no Brasil, no Uruguai, na Índia, em Cuba e em Itália, tendo sido premiados em diversos festivais. A par destas áreas de actuação, a artista tem vindo a desenvolver um interessante trabalho nos campos da vídeo-arte e da fotografia, em que se inclui a série de imagens apresentada na exposição “Playing with myself”.

FOTOGRAMAS EM CIANOTIPIA
       
     
FOTOGRAMAS EM CIANOTIPIA

16 e 23 MAIO | Câmara Escura

Formador | Rui Dias Monteiro

Fotogramas em Cianotipia

A cianotipia é um processo de impressão fotográfico, monocromático, à base de sais de  ferro, inventado em 1842 por Sir Jonh Herschel. Considerado como alternativo pela história da fotografia, permite obter impressões fotográficas numa escala de gradações de azul. A cianotopia, como outros processos fotográficos analógicos, apenas requer: os químicos certos, papel, uma câmara escura e luz. Neste workshop,  propomos explorar o processo da cianotopia através da realização fotogramas (imagens que não precisam de máquina fotográfica).

Horário | 14h às 17h

Local | câmara escura

Duração | 2 horas 

Preço |  35€ - 10% desconto a sócios

Inclui químicos e papel 300gr aguarela A4

mínimo de 4 alunos / máximo de 5 alunos

Inscrições | info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

EDIÇÕES DE FOTOGRAFIA, LIVROS DE ARTISTA E FORMATOS ALTERNATIVOS com FILIPA VALLADARES
       
     
EDIÇÕES DE FOTOGRAFIA, LIVROS DE ARTISTA E FORMATOS ALTERNATIVOS com FILIPA VALLADARES

9 de Maio | Câmara Escura
Formadora | Filipa Valladares 

Neste workshop, serão apresentados diferentes tipos de edições relacionadas com fotografia, dando a conhecer as potencialidades da edição de projectos fotográficos em livro.  Vamos falar do livro de fotografia enquanto objecto, da construção de uma narrativa em livro e dos seus materiais componentes. Serão apresentadas edições independentes e editoras de renome, novidades e clássicos, em formato de livro, desdobrável, jornal e noutros formatos alternativos. Livros que partem da câmara escura, passam pelo álbum ou pela exposição, viajando do documental até ao abstracto. Falaremos de autores e editoras de países tão diversos como Portugal, Estados Unidos, França, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Brasil, Holanda ou Japão.
Na primeira parte do dia (de manhã), são incluídos livros que abrangem temas clássicos (como a paisagem, a cidade ou o retrato) e que se incluem na ideia de série ou álbum, como forma de sistematização do mundo visível.  Na segunda parte (à tarde), falamos de livros que são social ou politicamente envolvidos e outros que nos mostram uma leitura mais pessoal, conceptual ou abstracta dos autores.

Horário | 10:30 - 12:30h e 14:30 - 16:30

Local | câmara escura

Duração | 4 horas 

Preço |  35€ não sócios  - 32,50€ sócios

Participantes | mínimo de 8  alunos / máximo de 12 alunos

Inscrições | info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

 

Filipa Valladares  
Curadora/produtora independente e livreira 

Licenciada em Escultura pela FBAUL (1996); Pós-graduação em Estudos Curatoriais, pela FBAUL (2005).  Coordenadora da Fundació Foto Colectania (Barcelona) em Portugal, entre 2001 e 2010, com colaboração e produção em diversas exposições em Barcelona e Lisboa.  Professora convidada em seminários de fotografia, desde 2007, no IPP/ESMAE (Porto), IADE (Lisboa), IPA (Lisboa), UAL – Arquitectura (Lisboa), Atelier de Lisboa (Lisboa), entre outros.  Tem dado aulas sobre edições na livraria STET a várias escolas, entre elas Ar.Co, APAF, Atelier de Lisboa, IADE, Etic e Faculdade de Belas Artes de Lisboa.Crítica convidada para leitura de portefólios, desde 2009, nos Encontros da Imagem de Braga, com uma Pós-graduação de Fotografia – IPA, e Leituras de Portfolios Carpe Diem.Como curadora, realizou várias exposições, nos últimos anos, em co-curadoria com Maria do Mar Fazenda: Lei de Ohm / Residência Artística - Fundação EDP, no Museu da Eletricidade, 2013/2014; Spaces of Action – Projecto Associado da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, 2013; MNAA - Olhares Contemporâneos / Residência - Fundação EDP, no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, 2012; Panis et Circenses, no Centro de Artes de Sines, 2011.
Em Junho de 2011, fundou com Paulo Catrica a Associação STET - livros e fotografias, abrindo uma livraria especializada em fotografia, onde tem organizado inúmeros eventos, lançamentos e conferências relacionados com fotografia e edições. A par destas actividades, destaca-se a participação regular em feiras de edições (nacionais e internacionais), debates e exposições relacionadas com edições de artista e de fotografia.

[EN]

Photography editions, artist’s books and alternative formats
May 9 | Câmara Escura
Teacher
| Filipa Valladares

In this workshop, we will show different types of editions related to photography, presenting the potential of the edition of photographic projects in a book. We will talk about the photo book as an object, the construction of a narrative in the book and its component materials. There will be shown independent editions and renowned publishers, novalties and classics, in the format of a book, booklet, newspaper and other alternative formats. Books that come from the dark-room, pass through an album or exhibition, traveling from the documental to the abstract. We will talk about authors and publishers from countries as diverse as Portugal, USA, France, UK, Spain, Germany, Brazil, Netherlands or Japan.
In the first part of the day (by morning), are included books that cover classic themes (such as the landscape, the city or portrait), which integrate the idea of series or album, as a means of systematization of the visible world. In the second part of the workshop (by afternoon), we will talk about the books that are social and politically involved and others that show us a more personal, conceptual or abstract reading by the authors.

May 9, from 10h30 - 12h30 / 14h30 - 16h30
participants | minimum - 8; maximum - 12
Price | 35€ (public in general); 32,50€ (association members)

Filipa Valladares
Curator/ independent producer and bookseller

Graduated in Sculpture, by FBAUL (1996); Post-graduation in Curatorial Studies, by FBAUL (2005).
Coordinator of Fundació Foto Colectania (Barcelona) in Portugal, between 2001 and 2010, with collaboration and production in several exhibitions in Barcelona and Lisbon.
Guest teacher in photography seminars, since 2007, at IPP/ESMAE (Porto), IADE (Lisbon), IPA (Lisbon), UAL - Architecture (Lisbon), Atelier of Lisbon (Lisbon), amongst others.
Filipa Valladares has given lectures about editions, in the STET bookstore, to several schools, amongst them Ar.Co, APAF, Atelier of Lisbon, IADE, Etic and Faculty of Fine Arts of Lisbon.
Critic invited to read portfolios, since 2009, in Encontros da Imagem (Braga), with a Post-graduation of Photography - IPA, and Readings of Portfolios - Carpe Diem.
As a curator, she organized several exhibitions in the last years, in co-curatorship with Maria do Mar Fazenda: Lei de Ohm / Artistic Residency - EDP Fundation, in the Museum of Electricity, 2013/2014; Spaces of Action – Associate Project for the Triennal of Architecture of Lisbon, Palace Sinel de Cordes, 2013; MNAA - Olhares Contemporâneos / Residency - EDP Fundation, in the National Museum of Ancient Art, Lisbon, 2012; Panis et Circenses, in the Arts Center of Sines, 2011.
In June of 2011, Filipa Valladares has founded with Paulo Catrica the Association STET - books and photographies, opening a bookstore specialized in photography, where she has organized numerous events, releases and conferences related to photography and editions. Beside these activities, stands out the regular participation in editions fairs (national and international), debates and exhibitions related to photography and artist’s editions.

Aulas individuais de COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
       
     
Aulas individuais de COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

 2 a 10 MAIO | Câmara Escura

Formador | Rui Dias Monteiro

Composição fotográfica

Partindo dos projectos pessoais de cada aluno, serão abordados aspectos de composição, enquadramento e métodos para edição e ajustamento de imagens. Para os exercícios práticos das sessões, cada aluno deverá trazer consigo um dispositivo fotográfico digital e, preferencialmente, um computador portátil. 

Aulas individuais de 3h (Horário a combinar com cada aluno, entre 2 e 10 de Maio)

Horário | a combinar com cada aluno

Duração | 3 horas 

Preço |  100€ - 10% desconto a sócios

Inscrições | info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | vamos desenhar o Castelo
       
     
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | vamos desenhar o Castelo

18 de Abril 2015 | Porta do Castelo de Torres Vedras

Desenhador/Sketcher convidado | Bruno Vieira

No dia Internacional dos Monumentos e Sítios, vamos desenhar o nosso Castelo, monumento nacional e pilar fundamental da nossa cidade e identidade. No Castelo contemplamos a cidade numa panorâmica de 360º. A cidade antiga, a cidade nova, a cidade do passado, mas sobretudo a cidade do futuro.

Local e hora de encontro | 14:30 - Porta do Castelo 

Objectivos | Observar, desenhar e conhecer o Castelo e a sua relação morfológica com a cidade. Passar uma tarde agradável entre amigos e família.

Participantes | Crianças e adultos, ideal para desenhar em família.

Nota | Está previsto um piquenique, com o contributo de todos

Condições | Gratuito, mas sujeito a inscrição

Contacto | sketchcrawl.ccctv@gmail.com

Coordenação | André Duarte Baptista

Desenhador/Sketcher convidado | Bruno Vieira

Cronografias de Torres
       
     
Cronografias de Torres

28 de março a 9 de maio | Centro de Cultura Contemporânea, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras

inauguração pelas 17 horas 

Vasco Torres é residente há trinta anos em Torres Vedras, tem acompanhado com interesse as manifestações culturais nesta cidade, especialmente no que respeita à pintura. Iniciou a abordagem à pintura na década de oitenta como auto-didacta. Tendo começado pela pintura figurativa, interessou-se posteriormente pela pintura abstracta. Neste momento, o seu trabalho caracteriza-se pela abordagem destas duas vertentes da pintura, combinando de forma peculiar o recurso à colagem (de recortes de jornal, por exemplo) e as expressivas manchas de cor. Nos últimos anos, Vasco Torres tem apostado na formação nas áreas da Arte e da História da Arte que mais lhe interessam e que, de alguma forma, integram e influenciam a sua pintura. Concluiu o curso de Pós-Graduação em História da Arte Contemporânea, na Universidade Católica do Porto, no ano lectivo de 2006/2007, tendo sido finalista do Mestrado em Arte Contemporânea na mesma universidade, no ano lectivo de 2007/2008. Na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, fez um curso de gravação de água forte/água tinta com a professora Joana Latka. Para além destes, frequentou diversos outros cursos em instituições como a Sociedade Nacional de Belas Artes, o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual. Tem feito variadíssimas exposições colectivas e individuais a nível nacional e em países como Espanha e Holanda, e é membro de instituições como a Sociedade Nacional de Belas Artes, a Tate Modern Gallery of Art of London e a Saatchi Gallery of London. Está representado em instituições públicas como a Câmara Municipal de Lisboa e em colecções particulares no Reino Unido, França, Canadá, nos Estados Unidos da América e Suíça. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1998.

Cronografias de Torres

Tendo como ponto de partida o tema das Linhas de Torres ontem e hoje, nesta exposição estão presentes não só as Linhas de Torres (Vedras), mas também as Linhas de (Vasco) Torres, as linhas em que se baseia o trabalho artístico deste pintor que adoptou há já longos anos a cidade de Torres Vedras como sua casa. 

Como o título da exposição sugere, as imagens nela apresentadas acabam por ser cronografias - narrações escritas e/ou visuais segundo a ordem dos acontecimentos; crónicas; registos gráficos de intervalos de tempo no decurso de uma observação (como se pode ver em qualquer dicionário). Este conceito é aqui adaptado às artes plásticas e retomado na curadoria de uma exposição em cujas obras surge um cruzamento de referências de ontem e de hoje sobre uma marca territorial e estratégica - as Linhas de Torres - que foi absolutamente determinante no desenrolar dos acontecimentos históricos integrados na Guerra Peninsular do início do século XIX, os quais ainda hoje, mais de duzentos anos volvidos, continuam a ser relatados e celebrados. 

Vasco Torres convida-nos assim a lançar um novo olhar sobre a História e as histórias por detrás da História, ora (re)visitando-a, ora, de modo inverso, trazendo as Linhas de Torres das sombras do passado para a luz (mais ou menos difusa) da contemporaneidade, através de uma simbiose de registos reminiscentes de diversas correntes artísticas, desde o expressionismo à arte conceptual ou ao dadaísmo, passando ainda por uma aparente influência de outras disciplinas das artes visuais, como a fotografia e o design gráfico. No âmbito destas opções, próprias da identidade artística do pintor, intervêm a reinvenção, recontextualização e subversão de recortes de imagens, palavras, frases e símbolos, conjugados nas suas “colagens-documentário”. Esses elementos são aqui combinados de forma original, adquirindo novos significados, por vezes, com uma certa dose de humor e irreverência, e com os tons monocromáticos e sóbrios do preto e branco a serem envolvidos e reanimados pelas manchas expressivas de cor, em que predominam o azul e o vermelho - a três tempos, as cores de França, as cores do Reino Unido e as cores de Torres Vedras.

Nestas cronografias visuais desfilam desde as figuras históricas que protagonizaram os acontecimentos ligados às Linhas de Torres, aos actores que as representaram no filme “Linhas de Wellington”, numa interessante ponte entre passado e presente que quase faz com que pareça que nesses rectângulos de cor e não-cor, de luz e sombra, de linha e mancha, a pintura e a assemblage de registos gráficos nestas “colagens-documentário” se transformam numa outra dimensão, em que espaços e tempos se confundem, em que pedaços de História(s) e de contemporaneidade(s) se tocam, e em que aquelas personagens nos olham e querem ser olhadas.

Inês Joaquim, 6 de Março de 2015.

horário: segundaa sexta das 14:00 às 20:00, sábados das 14:00 às 18:00

Playing with myself | Cláudia Clemente
       
     
Playing with myself | Cláudia Clemente

21 de Março a 9 de Maio | Câmara Escura

Inauguração a 21 de Março pelas 18horas

Exposição de Cláudia Clemente

Nascida no Porto em 1970, Claudia Clemente, arquitecta de formação, divide o seu trabalho actual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários. Licenciou-se em Arquitectura na FAUP em 1995 e estudou cinema em Lisboa e Barcelona, tendo concluído o curso de Escrita de Argumentos para Longas-metragens da Gulbenkian, com a London Film School, em 2006, e terminado o curso de Realização para Cinema e Televisão na Restart, em 2007, para além do curso de Realização que frequentou na Micro Obert (Barcelona). Publicou o seu primeiro livro de contos, “O caderno negro” em 2003, na Editora Tinta Permanente, e o segundo, “A fábrica da noite”, na Editora Ulisseia, em 2010. Os seus livros mais recentes têm como títulos “A casa azul” (2014) e “Londres”, sendo que este último recebeu o Grande Prémio de Teatro S.P.A./Teatro Aberto em 2011. Os seus contos foram editados em Portugal, Espanha e Itália. Realizou 6 filmes de ficção e 3 documentários. Foi responsável pelos argumentos, storyboards, realização, direcção de arte, montagem e (na maioria dos casos) produção dos seus próprios filmes. Estes já foram exibidos em Portugal, no Brasil, no Uruguai, na Índia, em Cuba e em Itália, tendo sido premiados em diversos festivais. A par destas áreas de actuação, a artista tem vindo a desenvolver um interessante trabalho nos campos da vídeo-arte e da fotografia, em que se inclui a série de imagens apresentada nesta exposição.

Em Playing with myself, Claudia Clemente revisita e recria cenários reminiscentes do imaginário colectivo, utilizando desde estereótipos e convenções sociais a personagens cinematográficas e figuras históricas ou tradicionais, com o objectivo de explorar o modo como estas imagens encenadas e já enraizadas no universo imagético da sociedade intervêm nos mundos interiores dos indivíduos que a compõem. Para isso, a artista retrata-se e reinventa-se a si própria na pele dessas personagens, provocando uma certa tensão e desconforto nos visitantes que as vêem, através do recurso ao absurdo e ao humor satírico e, por vezes, negro.

“Só vivendo absurdamente se poderá chegar a romper alguma vez este absurdo infinito.”

(in Rayuela, Júlio Cortázar)

“Entendo o humor como o derradeiro bastião de resistência possível, e a sátira como uma forma de sobreviver a um mundo cada vez mais absurdo, hostil e ininteligível.

Esta série, iniciada em 2010, consiste num conjunto de encenações aparentemente simples recorrendo a uma multiplicidade de personagens: desde clássicos do Cinema (“Os livros” a citar “Os pássaros” de  Hitchcock, a “Supermom” a aplicar os seus super-poderes às exigências do quotidiano, o “007” de arma e dry martini em punho) até ilustres figuras históricas nacionais (“São rosas, Senhor!”), revisitando ícones da cultura tradicional portuguesa (a varina, o galo de Barcelos) e passando por muitos outros paradigmas ou elementos do imaginário colectivo – a fénix, a sereia, a dona de casa perfeita – nos quais me revejo ou reinvento. Contrariando essa aparente simplicidade nas encenações existe uma deliberada artificialidade nas poses e na iluminação, que nos recorda que nada há de natural nestes seres-sombra, nestas criaturas-reflexos. Com o absurdo retratado nestes personagens pretende-se criar uma tensão, causar um certo mal-estar, produzir aquele riso nervoso que arrasta o observador e o retira da sua zona de conforto.  Mergulhemos pois no território sinuoso da introspecção, dos sonhos, da escuridão – o perigoso mundo do interior de nós mesmos.”

Cláudia Clemente, Lisboa, 15 de Dezembro de 2014.

horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.

Sketchcrawl dia nacional dos centros históricos
       
     
Sketchcrawl dia nacional dos centros históricos

28 março, pelas 14,30 horas | Câmara Clara

O dia nacional dos centros históricos é comemorado desde 1993, a 28 de março, assinalado o aniversário natalício de Alexandre Herculano (1810-1877), grande defensor do património nacional e patrono da Associação de Municípios com Centro Histórico, à qual Torres Vedras integra. http://www.apmch.pt/#!municipios-associados/czj

O centro histórico de Torres Vedras tem sido o local eleito para a maioria das nossas actividades de desenho, por isso propomos um pequena homenagem através de um passeio com desenhos pelas ruas menos conhecidas, contactando com uma realidade menos conhecida: pátios, ruínas, ruas estreitas, moradores, cheiros. Junta-te a nós e vem conhecer a essência do centro histórico.

Objectivos | Desenhar em grupo leva-nos a arriscar, não só nas técnicas mas também na forma como encaramos/vivenciamos os espaços representados. Conhecer um centro histórico até aqui desconhecido, longe da monumentalidade das igrejas, das praças e do castelo, vamos entrar no centro histórico profundo, dos becos e travessas, das casas e dos pátios, das gentes e costumes.  

Coordenação | André Duarte Baptista

Desenhadora convidada | Ana Ramos

Participantes | Amantes do desenho, com ou sem experiência.

Material (opcional) | Caderno de pequenas dimensões (A5 ou A6).Grafite, canetas, aguarelas, lápis de cor, tudo aquilo que vos estimule a vontade de desenhar.

Local de Encontro | Câmara Clara, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, Rua da Cruz, n.º 9, centro histórico de Torres Vedras.

Data e Hora | 28 de Março às 14,30 horas.

Condições de participação | Gratuita, mas sujeita a inscrição em sketchcrawl.ccctv@gmail.com

Compositional Intertwined Act (2014) | Vânia Rovisco
       
     
Compositional Intertwined Act (2014) | Vânia Rovisco

25 de março de 2015, pelas 20,30 horas até às 22 horas | Centro de Cultura Contemporânea

Video instalação imersiva através da qual o espetador é induzido – através de movimento descentrado, a modular uma experiência a partir do que Vânia Rovisco definiu como momento des-orientado (potencia espácio-temporal). 

A ambiguidade operada pelo desdobramento percetivo do objeto em movimento, tem por implicação a determinação de um novo centro referencial, cuja consequência é a instauração de uma outra temporalidade, traçada entre o corpo em movimento e as coordenadas de uma memória que faz o real, uma presença que é a-cronológica (Aion), um espaço onde o código circula como distorção (ruído).

A perceção do devir. Num breve momento só a desintegração foi sentida. E, logo, a lenta condensação da matéria experimentada, subjectivamente.

Conceito e interpretação | Vania Rovisco

Vídeo | Paulo Melo

Montagem | Paulo Melo, Vania Rovisco

Som | Jochen Arbeit

Duração | Loop infinito

Coprodução | AADK Portugal / COOPERATIVA DE COMUNICAÇÃO E CULTURA DE TORRES VEDRAS / TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

Projeto Financiado por Governo de Portugal - Secretaria de Estado da Cultura/ Direção Geral das Artes

Local | Centro de Cultura Contemporânea, Rua da Cruz, nrº 9, Torres Vedras

Destinatários |  maiores de 12

Workshop, Conferência, Concerto | Vítor Rua
       
     
Workshop, Conferência, Concerto | Vítor Rua

24 de março de 2015, das 18,00 horas até às 21,00 horas | Centro de Cultura Contemporânea

Workshop | Aberto a artistas de várias áreas, músicos e não músicos, interessados em desenvolver e trabalhar em novos métodos e técnicas de improvisação e composição, bem como em alargar os seus conhecimentos a músicas experimentais.

"Falar sobre Música é como dançar sobre Arquitetura " (Frank Zappa)

Falar e escutar Música, não tem de ser "chato". Nesta série de Palestras o Músico e Etnomusicólogo, Vítor Rua, irá abordar uma miríade de estilos musicais e de variegadas Civilizações, de uma forma cativante e acessível a todos. Rua argumenta que a primeira Música que existiu, não foi "tocada", mas sim "escutada": ouvir o chilrear dos pássaros ou o som sibilante dos ventos, como "música". Serão analisadas e escutadas músicas de diferentes épocas, estilos e civilizações, sempre precedidas de comentários que contextualizam a amostra musical:

1. futurismo

2. música concreta

3. acusmática

4. espacial

5. rock

6. música ambiental

7. minimalismo

8. música aleatória

9. música de computador

10. música improvisada

11. música eletrónica

12. biomúsica

Irá ser abordado o "som" e será apresentada uma taxonomia do som bem como serão expostos novos conceitos de som (silêncio, ruído, digital, etc.).

Conferência | Hasta la Vista Baby - a manipulação subliminal da música de cinema e o diluimento de fronteiras no território do gosto por Vítor Rua. Nesta sua intervenção, Rua observa que na atualidade , é através da publicidade, das séries televisivas, dos cartoons e dos filmes, que grande parte das pessoas escuta um certo tipo de sons musicalmente organizados que não ouviria noutras circunstâncias. Este texto aborda a manipulação subliminal desenvolvida em alguns géneros cinematográficos e audiovisuais, bem como a importância da sonoplastia no cinema e na publicidade.

Concerto | "Sonho Digital de Cheescake Sónico", por Vítor Rua

Inscrições | tlf.: 96 265 48 75 ou pelo e-mail: teatro.cine@cm-tvedras.pt

Coprodução | AADK Portugal / COOPERATIVA DE COMUNICAÇÃO E CULTURA DE TORRES VEDRAS / TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

Lotação | 30 pessoas

Destinatários | maiores de 12

Entrada Livre

 

imagem de Vítor Rua

PERFORM'ARTE I, 30 anos depois
       
     
PERFORM'ARTE I, 30 anos depois

23 de março de 2015 | 18h30 às 21h30 na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras

PERFORM'ARTE – I ENCONTRO NACIONAL DE PERFORMANCE - TORRES VEDRAS - 1985 / 2015, 30 anos depois

Em 2015, cumprem-se os 30 anos da PERFORM'ART - I Encontro Nacional de Performance, dinamizado, em 1985, pela Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras. No contexto do programa desenvolvido pela AADK no âmbito do projeto "Reacting To Time - Portugueses na Performance", com orientação artística de Vania Rovisco, esta mesa redonda procura revisitar esse primeiro encontro de Performance e reúne os pontos de vista de Manoel Barbosa, Aurelindo Jaime Ceia e Vania Rovisco, com moderação de Rui Matoso.

Coprodução | AADK / COOPERATIVA DE COMUNICAÇÃO E CULTURA DE TORRES VEDRAS / TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS

Projeto Financiado por | Governo de Portugal - Secretaria de Estado da Cultura/ Direção Geral das Artes

Destinatários | maiores de 12

Entrada Livre

Lotação | 50

Plano gráfico da capa de catálogo - Aurelindo Ceia

SKETCHCRAWL, Vamos desenhar matrafonas
       
     
SKETCHCRAWL, Vamos desenhar matrafonas

14 de Fevereiro 2015 |  10 horas na Câmara Escura

Coordenação da professora, aguarelista e urban sketcher Ana Luiza Frazão.
A meta desta oficina é utilizar a cor através do recurso a vários materiais como principal meio de representação. Serão apresentadas imagens e exemplos sobre os conteúdos a abordar nesta oficina:
- A cor como principal elemento na representação;
- A utilização simultânea de diferentes materiais: lápis, aguarelas, canetas, marcadores, colagens, etc...
Pretende-se nesta oficina que os participantes aproveitem toda a envolvência do Carnaval de Torres Vedras, para fazerem uma representação nos diários gráficos da realidade a partir de registos cromáticos. No sábado não existe corso, por isso, teremos um ambiente festivo, mas calmo, que permitirá a simbiose entre aprendizagem e diversão. Relativamente ao estacionamento gratuito, encontrarão junto ao terminal rodoviário.
Horário:
10h-13h | Câmara Escura
13h-14h30m | Almoço livre
14h30m-18h30m | Desenho de rua
18H30m | Partilha no Bar da Câmara Clara 
Condições: inscrição prévia e pagamento de 25€ para Cooperativa Comunicação Cultura 
Participantes | mínimo 6 e máximo 12. A partir dos 8 anos
Contactos: geral@ccctv.org | 261338931 - 261338300 | rua da cruz, nº 9-9A, 13, Torres Vedras

SKETCHCRAWL Torres Vedras, património industrial
       
     
SKETCHCRAWL Torres Vedras, património industrial

31 de Janeiro 2015 |  9,45 horas na estação da CP Torres Vedras

partilha de diários gráficos no Câmara Clara Café pelas 17 horas.

Participação livre, mas condicionado a pré-inscrição 

Inscrições e/ou informações | André Duarte Baptista, 918285939, sketchcrawl.ccctv@gmail.com

Organização | Cooperativa de Comunicação e Cultura, CCC Sketchcrawl Torres Vedras

Apoios | CMTV e Arte ao centro

REACTING TO TIME, portugueses na performance
       
     
REACTING TO TIME, portugueses na performance

26 a 31 de Janeiro 2015 | Câmara Clara e Câmara Escura

Workshop Transmissão III

Criação e direção artística de Vania Rovisco. Consultores artísticos | André Lepecki e Verónica Metello.

Nos anos em torno da Revolução de 25 de abril de 1974 uma dinâmica peculiar pautou a atividade artística portuguesa. Num país fechado sobre si mesmo, fora dos circuitos e moldes convencionais de apresentação e divulgação da arte, um conjunto de eventos colocaram Portugal em sintonia com as questões e com as práticas que animavam a vanguarda artística internacional. 

O experimentalismo performativo atravessou as diferentes áreas artísticas, trazendo para seus respetivos enquadramentos novas modalidades de composição, apresentação e experiência. Neste contexto, o corpo assume um novo lugar na prática da arte, faz-se presente. 

Os focos deste experimentalismo performativo acenderam-se em todo o país: primeiro em Lisboa, com o grupo de poesia experimental, e na atividade pontual da Galeria Judite da Cruz, depois no Porto e em Coimbra, passando pelas Caldas da Rainha. Primeiro em eventos isolados, depois em programações e festivais nacionais e internacionais. De meados dos anos 70 até aos anos 80, a dinâmica destas apresentações foi crescente, polarizada nos anos 70 em torno da atividade do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, dos quatro Encontros Internacionais de Arte e da Alternativa 0, do Ciclo de Arte Moderna no IADE e da exposição Massificação e Identidade Cultural mas também no circuito das galerias, com os happenings nas galerias Diferença, Quadrum e Diagonale (Paris).

No início dos anos 80 nasceu o Festival Alternativa em Almada, a Bienal de Cerveira, teve lugar o Festival de Performance Portuguesa em Amesterdão e, em 1985, em Paris no Centre Georges Pompidou, ano em que teve lugar uma primeira retrospetiva da Performance em Portugal, em Torres Vedras, no I Encontro Nacional de Performance com produção da Cooperativa de Comunicação e Cultura.

Nomes como Albuquerque Mendes, Fernando Azevedo, João Dixo, Artur Barrio, Gerardo Burmester, Miguel Yeco, Silvestre Pestana, Elisabete Mileu, Manuel Barbosa, Fernando Aguiar, António Olaio, Ção Pestana, Rui Orfão e Alberto Carneiro, definem as coordenadas de um primeiro corpo performativo português.

Coprodução | AADK / Teatro-Cine de Torres Vedras

Local | Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras / Rua da Cruz, nrº 9, 2560 - Torres Vedras

Datas e Horários | 26 a 30 de janeiro, 19h00 às 23h00  |  31 de janeiro, Apresentação Final

Os workshops são limitados a um máximo de 15 participantes com idades compreendidas entre os 16 e os 45 anos. A participação implica disponibilidade para a apresentação final. Aos interessados, solicita-se a redação de uma carta de apresentação, indicando a sua motivação para participar no workshop. A participação é gratuita e implica a participação na apresentação final

Inscriçõesteatro.cine@cm-tvedras.pt | tlf: 261 338 131 / 96 265 48 75

 

Calendário

2014

Apresentação do projeto - 18 de dezembro na Casa Atelier Vieira da Silva, Lisboa

2015

Workshop Transmissão I  - 10-15 de janeiro, Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa

Workshop Transmissão II - 19-25 janeiro, CAAA - Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, Guimarães

Workshop Transmissão III - 26-31 janeiro, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, Torres Vedras

Workshop Transmissão IV -  9-14 fevereiro, Centro Negra, Blanca (Espanha)

Workshop Transmissão V -  2-7 março, Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica III, Companhia Instável, Porto

Performance REACTING TO TIME - 26-27 março, Teatro-Cine de Torres Vedras, Torres Vedras

 

Projeto Financiado por Governo de Portugal - Secretaria de Estado da Cultura e Direção Geral das Artes

Links

http://www.aadkportugal.com/ ( Brevemente disponível)

https://www.facebook.com/reactingtotime

https://www.facebook.com/aadk.portugal

http://www.ccctv.org/

EMPTY STAGES, itinerância de exposição de TIM ETCHELLS e HUGO GLENDINNING
       
     
EMPTY STAGES, itinerância de exposição de TIM ETCHELLS e HUGO GLENDINNING

17 Janeiro a 6 Março 2015 | Câmara Escura

Inauguração no dia 17 de Janeiro às 18h00

Tim Etchells (1962), artista e escritor residente em Sheffield, Reino Unido, desenvolve a sua obra entre as artes performativas, o vídeo, a fotografia, texto, instalação e ficção numa ampla variedade de contextos, particularmente como director do Forced Entertainment (coletivo de criadores fundado em 1984 e mundialmente reconhecido). Colaborou com artistas plásticos, coreógrafos e fotógrafos, incluindo Meg Stuart, Boris Charmatz, Asta Groting, Wendy Houstoun, Elmgreen & Dragset, Philipp Gehmacher, Hugo Glendinning, Vlatka Horvat, entre muitos outros. Nos últimos anos, Etchells levou a cabo inúmeras exposições no contexto das artes plásticas e o seu trabalho encontra-se em várias coleções privadas em todo o mundo. Etchells estudou Inglês e Dramaturgia na Universidade de Exeter. Posteriormente, leccionou, deu palestras e organizou workshops por todo o mundo, em muitas das principais instituições dedicadas às artes de palco contemporâneas. Publicou também uma grande variedade de escrita de ficção, grande parte desta explorando abordagens experimentais à linguagem e narrativa.

Hugo Glendinning, tem vindo a desenvolver trabalho como fotógrafo há mais de vinte anos. O seu corpo de trabalho varia entre as indústrias culturais até às colaborações com artistas plásticos em filme e fotografia, através da produção, documentação de performance e retrato. Tem trabalhado com as mais prestigiadas companhias de teatro e dança comoo The RSC, o National Theatre, a Royal Opera House. Tem publicado e exposto internacionalmente, incluindo com o seu trabalho contínuo de investigação de fotografia com o Forced Entertainment.

EmptyStages

Somos de várias formas tentados a pensar estas imagens como fotografias de espectáculo, quanto mais não seja porque olhá-las faz-nos imaginar o que nelas poderia ocorrer. Há palcos com detritos espalhados e outros completamente limpos, outros ocupados com materiais de algum evento futuro e ainda outros cheios de objectos que não têm qualquer ligação óbvia com o espectáculo. Olhar para estas imagens é uma questão de expectativa - o palco vazio aguardando a sua acção, como uma página em branco ou um ecrã de computador vazio à espera de palavras.  

Tim Etchells

 

Tim Etchells (Artista na Cidade, Lisboa, 2014) em colaboração com Hugo Glendinning

Curadoria: Luísa Santos / Carpe Diem Arte e Pesquisa

 

horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.

 

 

CURSO DE INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA
       
     
CURSO DE INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA

19 a 21 de Dezembro | Câmara Escura

Formador | Martim Ramos

A CCC sugere para este Natal, e em tempo de férias, um Curso de Iniciação à Fotografia. Ofereça-o como presente e venha também iniciar-se neste admirável mundo da imagem fotográfica, instruído por Martim Ramos, fotógrafo com provas dadas a nível nacional e internacional. 

Neste curso abordaremos os fundamentos da fotografia. Veremos vários livros e trabalhos que são grandes referências históricas. Conheceremos também as tendências de vanguarda mais recentes. Vamos questionar o que fotografar e como. Saiba como desenvolver uma linguagem pessoal e original, aprenda a expressar-se através da fotografia. Dê uso à sua câmara!

Data: 19 a 21 de Dezembro (Sexta, Sábado e Domingo).

Horário: Sexta-feira, das 18h às 20h, Sábado e Domingo, das 10h às 13h.

Nº mínimo / máximo de alunos: 4 / 10

Duração: 8 horas.

Preço: 50€

Formador: Martim Ramos

Inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

TÓPICOS DO CURSO

- O que vale uma imagem?

- Como pensar e abordar um assunto?

- Questões antes de fotografar

- Exemplos históricos e de referência

- Diferentes abordagens, diferentes linguagens 

- Técnicas fotográficas

- E depois de fotografar? 

Martim Ramos (Lisboa, 1983)

Licenciado em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa. Estudou fotografia no Mau.maus e Ar.co. Tem colaborado frequentemente com a imprensa desde 2006, destacando o Público, Expresso, Time Out Lisboa, Jornal i, Serafina, Le Monde, Japan Times e Time Magazine. Entre 2008 e 2010 foi fotógrafo e editor de imagem da ‘Obscena – Revista de Artes Performativas’. Entre 2007 e 2014 foi membro do colectivo [kameraphoto], onde foi também autor e coordenador dos programas educativos. Tem sido convidado regular em aulas e conferências sobre temas da fotografia. Actualmente lecciona na EPAD (Lisboa).Tem exposto colectivamente com regularidade, em Portugal e no estrangeiro. Em 2013, realizou uma residência artística na FAAP (São Paulo), onde co-realizou o seu primeiro documentário: Othon. É autor do livro melancholia.

www.martimramos.com

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

3 de Fevereiro de 2015, 21 horas | Câmara Escura

A programação está temporariamente interrompida até data a anunciar no próximo ano de 2015. Esperamos contar connvosco brevemente no que, esperamos que seja, um óptimo ano novo.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

9 de Dezembro de 2014, 21 horas | Câmara Escura

War Photographer - Christian Frei (2001) - duração 96 min 

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

Cutie and the Boxer - Zachary Heinzerling (2013) - dur. 82 min  

O documentário Cutie and the Boxer, realizado por Zachary Heinzerling, mostra o relacionamento de um casal de artistas japoneses residentes em Nova York, Noriko e Ushio Shinohara. Conheceram-se em 1969, Ushio tinha 41 anos, Noriko apenas 19. O então quarentão fazia sucesso com a sua pintura feita de golpes de boxe na tela branca. Já a jovem procurava a sua voz. Passados mais de 40 anos, Noriko finalmente consegue sair da sombra do seu marido, realizando uma exposição ao lado de Ushio. E é isso que acompanhamos neste documentário, que nos fala da arte e da vida, e como por vezes estas se tornam indistintas.

 

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

Manufactured Landscapes - Jennifer Baichwal (2006) - dur. 86 min  

A viagem do fotógrafo Edward Burtynsky pelo mundo documentando as mudanças na paisagem transforamada pelo trabalho industrial e a manufactura.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

18 de Novembro de 2014, 21 horas | Câmara Escura

Finding Vivian Maier - John Maloof, Charlie Siskel  (2013) - duração 83 min.

um degrau acima | WORKSHOP
       
     
um degrau acima | WORKSHOP

19 a 21 de novembro 2014
Local: Câmara Escura, Torres Vedras

Este encontro tem como fundamento um desejo de aprofundar o mapeamento das potencialidades e dos recursos dos territórios locais, tornando-os matéria de criação artística, incluindo-os numa cadeia de valores. E desse modo, valorizá-los também, aos olhos dos decisores políticos, dos vários agentes e mediadores que lidam com o património e o território, dos cidadãos e dos públicos em geral. Procura-se trocar informações e refletir como se podem implementar estratégias de mediação entre os vários níveis de decisão (política, mediática, afetiva e ou pessoal) que envolvem a valorização dos espaços e das infra estruturas locais. Como se podem maleabilizar e permitir a criação de conteúdos relacionados com as potencialidades locais - incluindo as memórias de comunidades e dos seus processos históricos versus a necessidade da existência de infra estruturas que possam acolher o desenvolvimento de atividades artísticas.
Propõe-se como uma plataforma de troca de experiências entre os vários participantes.

Programa:
19 a 21 nov | 19h00 às 20h00 e das 21h00 às 23h00

WORKSHOP – Rotas de Internacionalização - Toni González
Cooperativa de Comunicação e Cultura - Câmara Escura

After Party - 23h30 | Cooperativa de Comunicação e Cultura

Inscrições:
Gratuitas para o e-mail teatro.cine@cm-tvedras.pt, com os seguintes dados: Nome, n.º de telemóvel, e-mail e localidade, e se pretende inscrição no workshop e/ou conferências.

Workshop (limite de 25 inscrições)

Iniciação à história da fotografia
       
     
Iniciação à história da fotografia

8, 15, 22 e 29 de Novembro. Sábados, das 11h às 13h

Câmara escura

Formação por Luís Murtinha Ferreira

Partindo da obra de autores como o filósofo Walter Benjamin ou o historiador de arte Aby Warburg , pretende-se neste workshop, apresentar, analisar e debater, não só as técnicas e as estéticas de fotografias que marcaram a Humanidade e o seu inconsciente coletivo a partir de 1839, assim como, e através de exercícios práticos, dar aos participantes ferramentas para que possam construir os seus próprios mapas visuais e que estes se tornem trampolins e motivo de inspiração para os seus projetos criativos e autorais.

Condições de admissão: Sem requisitos

Número mínimo/máximo de alunos: 6/10

Duração: 8 horas

Preço do curso: 77€

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300 

Lanzarote - a janela de Saramago
       
     
Lanzarote - a janela de Saramago

Exposição de João Francisco Vilhena

8 de Novembro, 18 horas. 

No dia 15 de Novembro, por motivos de força maior, estamos encerrados.

Câmara escura e câmara clara 

Uma ilha, mesmo não sendo deserta, é um bom sítio para falar, é como se estivesse a dizer-nos: Não há mais nada no mundo, aproveitem antes que este resto se acabe.

Dentro da cratera esfarrapada de El Cuervo, sem darmos por isso, muitas coisas tornam-se insignificantes. Um vulcão apagado, silencioso, é uma lição de filosofia.  José Saramago 

“Lanzarote - a janela de Saramago” é um diário/caderno de notas sobre o olhar sensorial e apaixonado do escritor, visto e filtrado pelo olhar de um fotógrafo que em 1998 esteve em Lanzarote para o retratar, e que 15 anos depois regressa para capturar novas imagens e sentir o que aquela terra, no meio do oceano, representou para o único prémio Nobel de Literatura da língua portuguesa.

“Lanzarote a janela de Saramago”, é uma exposição/instalação visual e sonora, composta por fotografias a preto e branco e sépia interagindo com frases de José Saramago. A exposição conta ainda com uma instalação sonora em que ouvimos a voz de José Saramago, integrada numa partitura musical criada para a exposição pelos Cindy Kat.  

João Francisco Vilhena nasceu em Lisboa, em 1965. Trabalhou como fotojornalista e colaborou com diversos jornais e revistas, em Portugal e no estrangeiro, tais como Ler, Elle, Máxima, Marie Claire, Oceanos, Visão, Grande Reportagem, Colóquio-Letras, Der Spiegel, o suplemento cultural DNA e Le Monde. Foi editor fotográfico do semanário O Independente e do semanário Sol, bem como director de arte da Tabacaria - revista literária da Casa Fernando Pessoa. Expõe regularmente desde 1997 em Portugal e no estrangeiro. Assinou vários livros em coautoria. 

Exposição de 8 de Novembro a 3 de Janeiro

horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

11 de Novembro de 2014, 21 horas | Câmara Escura

The art of the steal - Don Argott  (2009) - duração 101min.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

4 de Novembro de 2014, 21 horas | Câmara Escura

Chasing Ice - Jeff Orlowski  (2012) - duração 75 min.

Na Primavera de 2005, o aclamado fotojornalista ambiental James Balog dirigiu-se ao Árctico numa complicada missão para a National Geographic: captar imagens para ajudar a contar a história das alterações climáticas do planeta Terra. Até com uma comprovação científica, Balog era um céptico no que dizia respeito às alterações climáticas. Contudo, esta primeira viagem ao Norte abriu-lhe os olhos para a maior história na História da Humanidade e desencadeou um desafio dentro dele que viria a pôr a sua carreira e o seu próprio bem-estar em risco.

 

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

28 de Outubro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura

Born into Brothels: Calcutta's Red Light Kids -  Zana Briski, Ross Kauffmanv (2004) - duração 85 min.

Câmara escura conversa com Pedro Letria
       
     
Câmara escura conversa com Pedro Letria

22 Outubro 2014

Câmara Escura
18h30

Nesta conversa, Pedro Letria irá falar sobre o processo de trabalho, referências e questões que têm sido abordadas nos seus projectos. Mais do que uma apresentação de um portfolio, será uma visita aos bastidores daquilo que é visível.

Pedro Letria nasceu em Lisboa em 1965.
Formado pela The School of the Art Institute of Chicago (BFA) e Rhode Island School of Design (MFA), lecciona na Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha.
Definindo a sua linguagem visual como um espaço de diálogo entre a fotografia e o público, no contexto mais lato de formação de identidade, o seu trabalho é também um inquérito pessoal, centrado em questões de deslocação e pertença e na capacidade da linguagem em libertar o campo interpretativo da imagem.
Pedro Letria é autor de seis monografias, entre as quais destacamos os títulos publicados pela Assírio e Alvim, Terraformada, Verbos, Inventário e Mármore.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

21 de Outubro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura

Tim’s Vermeer - Raymond Joseph Teller (2013) - duração 80 min.

Excelente documentário sobre o esforço de um homem para descobrir um dos grandes mistérios do mundo da arte. Como conseguiu o mestre holandês Johannes Vermeer pintar extraordinárias imagens foto-realistas 150 anos antes da invenção da fotografia? Um filme envolvente, que nos prende aos detalhes como se nós fssemos os detectives.

ENTRE CÂMARAS
       
     
ENTRE CÂMARAS

14 de Outubro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura

Room 237 - Rodney Ascher (2012) - dur. 102 min. 

Brilhante documentário sobre o genial filme de Stanley Kubrick, The Shining. A obsessão como génese das mais diversas teorias sobre uma obra-prima do género do terror.

Cut Short
       
     
Cut Short

Pedro Letria

20 de setembro de 2014, 18 horas

Câmara Escura

A obra de Pedro Letria aborda as questões da deslocação e pertença. O seu uso da fotografia e texto é uma reflexão sobre a imagem e a linguagem escrita e como estas funcionam em separado e em como, uma vez combinadas, estabelecem um discurso alternativo. Espelhando a trajectória multicultural de Letria, as suas fotografias têm sido amplamente publicadas. É autor de vários livros, sendo The Club, editado pela Pierre von Kleist em 2014, o mais recente.  O seu trabalho tem sido exposto em locais como o Centro Cultural de Belém; Fundació Foto Colectanea, em Barcelona, Espanha; Parc de La Villette, Paris, França; Galeria Olido, São Paulo, Brazil e a Kunstlerhaus Bethanien, Berlim, Alemanha, e está representado em colecções públicas e privadas, europeias e americanas. Com um B.F.A. da School of the Art Institute of Chicago e um M.F.A. do Rhode Island School of Design, Letria foi bolseiro Gulbenkian e Fulbright. Ensina, desde 2000, na Escola Superior de Arte e Design, das Caldas da Rainha.

Cut Short é uma exposição que reúne fotografias e textos produzidos e coleccionados por Pedro Letria por altura de uma viagem à Faixa de Gaza em 2009. Tendo chegado ao território Palestiniano em Julho, seis meses depois do fim da operação militar Israelita Cast Lead, Letria foi recebido pela agência noticiosa Ramattan, que lhe facultou a sua agenda diária e uma mesa de trabalho na redacção. Ao longo da semana que se seguiu, Letria cobriu os acontecimentos que mereceram a atenção dos media locais, fotografando, entrevistando e escrevendo as suas impressões e reflexões num pequeno caderno de capa negra. Guardados desde então numa caixa arquivadora, as fotografias agora expostas são provas de trabalho, possivelmente pensadas para serem enviadas por correio. Os textos em itálico, por baixo das imagens, reproduzem o que Letria escreveu no verso de cada prova. Em baixo, estão incluídos textos retirados do caderno de capa negra e que correspondem aos eventos ou datas das fotografias. Os textos estão reproduzidos no original, em inglês, a língua em que Letria aprendeu a ler e a escrever. A justaposição destes três componentes em cada moldura, e a inclusão nesta exposição de outros artefactos encontrados na mesma caixa arquivadora, pretende alargar o contexto do que aconteceu e promover uma maior compreensão do que foi experimentado pelo autor. A leitura de todos os escritos e o seu cruzamento com as imagens aponta para um manifesto esforço documental ou até mesmo jornalístico por parte de Letria. O cumprimento de uma agenda noticiosa local; as múltiplas entrevistas, deslocações, encontros e anotações; os nomes, números e factos assentes indiciam um labor dedicado e atencioso ao ofício de repórter. No entanto, é visível nas reflexões escritas que o autor se questionava insistentemente sobre a validade e as consequências das suas acções e intenções. Em mais do que uma circunstância, assistimos à expressão de uma crescente descrença em relação aos mecanismos da imprensa e particularmente à legitimação do poder politico por parte desta. É igualmente notória a frustração que Letria sente em relação aos limites da fotografia. O título Cut Short (em português, fim prematuro) aponta para potenciais desperdiçados. Não se conhecem outros projectos com o mesmo enquadramento pelo mesmo autor. 

Exposição de 20 de setembro a 1 de novembro.

horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.

Entre Câmaras
       
     
Entre Câmaras

7 de Outubro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura

The Marina Experiment - Marina Lutz (2009) - dur. 18 min. 

The Marina Experiment é, nas palavras da própria realizadora, um documentário único e chocante sobre a obsessão voyeurística de um pai pela sua filha.

Peel - an exercise in discipline - Jane Campion (1986) - dur. 8 min.

É desconcertante pensar que algo tão denso e completamente formado foi um filme de estudante, e muito menos surpreendente notar que venceu a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem em Cannes quatro anos depois. O primeiro filme de Jane Campion.

Casus Belli - Yorgos Zois (2010) - dur. 11 min.

Casus Belli, considerado por muitos um dos melhores filmes alusivos ao tema da crise, em grande medida por ter sido realizado na Grécia e por um grego, tendo em conta os acontecimentos que lá tiveram lugar e o estado do país, apresenta, pois, um olhar irónico sobre este tema e sobre a ordem (desequilibrada e insensível) das coisas, mostrando, ainda, que a força de um homem pode por vezes bastar para fazer a diferença e ser o início da mudança de algo que nos foi imposto, nem que seja apenas para garantir a sobrevivência pessoal de quem se insurgiu contra o que estava errado.

 

  30 de setembro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura    Emak Bakia - Man Ray  (1926) - dur. 16,08 min.  Esta curta-metragem de Man Ray mostra-nos toda uma panóplia de técnicas de filmagem, criteriosamente usadas, para criar um objecto que o próprio lhe chamou cinépoéme.    Lights - Marie Menken  (1966) - dur. 6,05 min.  Uma celebração de luz e cor. Estas visões abstratas de iluminações natalícias adquirem um cunho caligráfico pela mão de Marie Menken.    Nuit Blanche - Arev Manoukian  (2010) - dur. 4,40 min.  Um momento fugaz entre dois estranhos. Retrato do seu encontro numa fantasia hiperrealista.   Luminaris - Juan pablo zaramella  (2011) - dur. 5,28 min  Num mundo controlado pelo tempo e pela luz, um homem tem  um plano que pode mudar o destino.   Plastic Bag - Ramin Bahrani  (2009) - dur. 18,32 min.  O que começa como uma história sobre uma saco de plástico que narra a sua vida, termina em profunda meditação sobre a existência e o seu propósito. 
       
     

30 de setembro de 2014, 21 horas | Terraço da Câmara Escura

Emak Bakia - Man Ray (1926) - dur. 16,08 min.

Esta curta-metragem de Man Ray mostra-nos toda uma panóplia de técnicas de filmagem, criteriosamente usadas, para criar um objecto que o próprio lhe chamou cinépoéme. 

Lights - Marie Menken (1966) - dur. 6,05 min.

Uma celebração de luz e cor. Estas visões abstratas de iluminações natalícias adquirem um cunho caligráfico pela mão de Marie Menken. 

Nuit Blanche - Arev Manoukian (2010) - dur. 4,40 min.

Um momento fugaz entre dois estranhos. Retrato do seu encontro numa fantasia hiperrealista.

Luminaris - Juan pablo zaramella (2011) - dur. 5,28 min

Num mundo controlado pelo tempo e pela luz, um homem tem  um plano que pode mudar o destino.

Plastic Bag - Ramin Bahrani (2009) - dur. 18,32 min.

O que começa como uma história sobre uma saco de plástico que narra a sua vida, termina em profunda meditação sobre a existência e o seu propósito. 

Terraço com filmes
       
     
Terraço com filmes

Todas as terças-feiras

23 de setembro de 2014, 21 horas

Terraço da Câmara Escura

La Jetée - Chris Marker (1962) - duração: 26 minutos

La Jetée é o filme mais famoso de Chris Marker. Referindo-se à sua construção invulgar, o cineasta chamou-lhe “un photo roman”, por ser composto quase exclusivamente por imagens estáticas. O filme destaca o processo da montagem cinematográfica através de uma precisão gritante nas suas imagens. Esta curta-metragem de ficção científica francesa de 1962, que apresenta o cenário imaginado de um pós-III Guerra Mundial, é um filme notável, influenciando decisivamente cineastas de renome e toda uma estética em torno do cinema de ficção científica.

Wind - Marcell Ivanyi (1996) - duração: 6 minutos

Wind é, seguramente, uma das curtas-metragens mais singulares de que há memória. O mais simples dos triunfos reside na recriação de uma fotografia a preto e branco de Lucien Hervé, “Les trois femmes”, de 1952, através de um único plano. 

Gumshoe - Matt Steinauer (2014) - duração: 4 minutos

Um simples enredo de suspense é o mote para esta curta-metragem nos dar a ver todo o cuidado colocado na sua composição de imagem. Toda filmada num só plano de sequência, e de um ponto de vista peculiar, esta curta-metragem é uma viagem surpreendente de um detective privado à procura do seu parceiro desaparecido.

Fotogramas em Cianotipia
       
     
Fotogramas em Cianotipia

20 de Setembro 2014, sábado, das 14h às 17h

Câmara Escura

Formação por Rui Dias Monteiro

A cianotipia é um processo de impressão fotográfico, monocromático, à base de sais de ferro, inventado em 1842 por Sir Jonh Herschel. Considerado como alternativo pela história da fotografia, permite obter impressões fotográficas numa escala de gradações de azul. A cianotipia, como outros processos fotográficos analógicos, apenas requer: os químicos certos, papel, uma câmara escura e luz. Neste workshop, propomos explorar o processo da cianotipia através da realização fotogramas (imagens que não precisam de máquina fotográfica).

Condições de admissão:  Sem requisitos, por ordem de inscrição (a partir dos 16 anos).

Número mínimo/máximo de alunos: 6/8

Duração: 3 horas

Preço do curso: 33€

Professor: Rui Dias Monteiro

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300 

câmara escura conversa com Valter Ventura
       
     
câmara escura conversa com Valter Ventura

3 Julho 2014

Câmara Escura
18h30

Nesta conversa, Valter Ventura irá falar sobre o processo de trabalho, referências e questões que têm sido abordadas nos seus projectos. Mais do que uma apresentação de um portfolio, será uma visita aos bastidores daquilo que é visível.

horário: quinta 18:30 as 20:00

    

Valter Ventura, Lisboa, 1979

Licenciou-se em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é actualmente doutorando. Terminou em 2005, como bolseiro do Banco Espírito Santo, o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual.

Até 2012, trabalhou exclusivamente em dupla com José Nuno Lamas, com quem expôs regularmente desde 2005. Deste projecto salientam-se as participações no 2º Curso de Fotografia do Programa Criatividade e Formação Artística na Fundação Calouste Gulbenkian; no MobileHome - Curso Experimental de Arte Contemporânea e na Plat(t)form 10 pelo Fotomuseum de Winterthur (Suíça). Estão representados nas colecções do Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão (FCG) e da Fundação PMLJ.

É professor no Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, colaborando também com o Ar.Co. e o Atelier de Lisboa. Encontra-se a realizar uma residência artística no Carpe Diem – Arte e Pesquisa.

Exposições:

2014 - paisagem estranha entranha, Galeria Geraldes da Silva, Porto.

2013 - No Borders. ExperimentaDesign. Lisboa; FUSO OPEN CALL - Anual de Video Arte Internacional de Lisboa. Fábrica da Electricidade. Lisboa; 17ª Bienal de Cerveira, Fundação Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira; Compêndio do Nada, Carpe Diem – Arte e Pesquisa, Ciclo de Exposições Março-Maio, Lisboa.

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Crédito fotografia – Valter Ventura

SketchCrawl Torres Vedras
       
     
SketchCrawl Torres Vedras

Encontro de Desenho Feira de São Pedro

A Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras (CCC), convida para se juntar ao SketchCrawl Torres Vedras para um Encontro de Desenho na Feira de São Pedro, dia 29 de Junho de 2014 pelas 15:00.

coordenação de André Duarte Baptista (urban Sketcher)

material de desenho: livre
suporte: diário gráfico

ponto de encontro: 15h00 na porta do pavilhão principal da feira

confirme a sua presença para o email geral@ccctv.org

Crédito desenho – Antero Valério

Workshop de desenho e estímulo à criatividade - 3ª edição
       
     
Workshop de desenho e estímulo à criatividade - 3ª edição

Formação por João Dias
23 de Junho a 23 de Julho de 2014

É objetivo geral deste workshop dar a conhecer e explorar o desenho, através de uma abordagem acessível e atual por meio de exercícios práticos.
Explorar e desenvolver a criatividade através da prática do desenho
Estimular a perceção visual, aprender a “ver” e a interpretar
Dar a conhecer os conceitos de linha, contorno, espaços, relação dos elementos no plano, perspetiva e proporções, corpo humano.

Data: 23 de Junho a 23 de Julho  

Horário: Segunda-feira e Quarta-feira das 18h/ 21h

Condições de admissão: Todas as pessoas com idade acima dos 13 anos com ou sem conhecimentos de desenho.

 

Limite de vagas: 6 vagas

Duração: 25 horas – 10 sessões

Preço do curso: 75€

Professor: João Dias

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300 

Nota: a realização do curso está dependente de um número mínimo de vagas

 

Fotografia Digital II
       
     
Fotografia Digital II

Formação por Iuri Albarran
10, 17 e 24 de Junho

Workshop que visa consolidar e aprofundar os conhecimentos obtidos no 1º nível. Após uma revisão geral, sobre os conceitos e bases técnicas necessárias à realização duma imagem fotográfica, serão efectuados uma série de exercícios práticos com vista à consolidação dos conhecimentos. Posteriormente, serão abordadas especificamente as questões relacionadas com a iluminação fotográfica, visando demonstrar a importância de compreender (e - partindo daí – manipular) o funcionamento da luz. No final, os participantes serão capazes de analisar diferentes situações luminosas, no sentido de, com recurso a diversas fontes de luz, melhorar as imagens que produzem.

 Material: Máquina fotográfica digital com comandos manuais. Computador portátil.

Data: 10, 17, 24 de Junho  

Horário: Terça-feira, 18h/ 21h

Condições de admissão: Pessoas que tenham realizado o 1º nível ou que possuam conhecimentos equivalentes

Número mínimo/máximo de alunos: 6/10

Duração: 9 horas

Preço do curso: 47,50 + 9,50 (inscrição)

Professor: Iuri Albarran

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300 

 

Programa:

10 de Junho

Revisão geral:

- Controlo avançado da exposição fotográfica: Velocidade, abertura e sensibilidade;
- Diafragma e Profundidade de Campo;
- Obturador e tempo de exposição;
- ISO. 

Exercícios práticos e análise dos resultados.

 

17 de Junho
 

Modelação de luz: direção, qualidade, temperatura e potência;

Fontes de iluminação (luz natural e luz artificial);

Luz continua e luz de “flash”;

Exercícios práticos em exterior e análise dos resultados.

 

24 de Junho

O Flash portátil;

Luz direta vs luz rebatida;

Iluminação exclusiva e luz de enchimento;

Exercícios práticos em exterior e análise dos resultados.

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Crédito fotografia - Iuri Albarran

Oficina de Gravações Sonoras de Campo – Sons da Cidade
       
     
Oficina de Gravações Sonoras de Campo – Sons da Cidade

Formação por Luís Antero

14 de Junho

Luís Antero, paisagista e artista sonoro, desenha uma oficina de gravações sonoras de campo, denominada Sons da Cidade, para a CCC.

O objetivo principal desta oficina consiste numa introdução às práticas de gravação sonora de campo, num contexto específico, dotando os participantes de ferramentas básicas teórico-práticas sobre o tema. A cidade de Torres Vedras servirá assim de ponto de encontro, de estudo e de gravação. Os participantes terão a oportunidade de gravar as sonoridades que habitam o território, com recurso a gravadores e microfones vários.

 

Material: computador portátil

Data: 14 de Junho

Horário: Sábado, 10h00/13h00 14h30/18h30

Condições de admissão: Sem requisitos, por ordem de inscrição (a partir dos 14 anos).

Número mínimo/máximo de alunos: 4 / 6

Duração: 7 horas

Preço do curso: 54€ + 16€ (inscrição) *

Professor: Luís Antero | http://luisantero.yolasite.com/ | http://www.sonsdoarcoribeirinhosul.com/

Inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

 

Programa

Aprender: Enquadramento Teórico (pequenas notas históricas sobre gravações sonoras de campo/paisagens sonoras e principais nomes ligados a este universo);

Escutar: O Objeto Sonoro e o (seu) Espaço (passeio sonoro na área onde se realizará a oficina. Escuta e análise das sonoridades ali presentes para posterior gravação);

Gravar: Técnicas de Gravação (noções práticas de gravação, incluindo gravação binaural, close miking, facilidades e dificuldades no processo de gravação sonora de campo, etc.).

Editar: Técnicas de Edição Sonora (com recurso a software livre de edição sonora, fornecem-se as técnicas básicas para a edição dos sons gravados – cortar, limpar, equalizar, etc.)

Viagem ao Fim
       
     
Viagem ao Fim

Exposição de Valter Ventura
31 Maio a 31 Julho 2014

Câmara Escura
Inauguração dia 31 de Maio às 18h00

 

Valter expõe um conjunto de fotografias a preto e branco feitas durante uma caminhada solitária de 870 km durante um mês.

horário: segunda a sexta das 14:30 as 19:30

            sábados das 17:00 as 21:00 durante o mês de junho.

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Valter Ventura, Lisboa, 1979

Licenciou-se em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é actualmente doutorando. Terminou em 2005, como bolseiro do Banco Espírito Santo, o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual.

Até 2012, trabalhou exclusivamente em dupla com José Nuno Lamas, com quem expôs regularmente desde 2005. Deste projecto salientam-se as participações no 2º Curso de Fotografia do Programa Criatividade e Formação Artística na Fundação Calouste Gulbenkian; no MobileHome - Curso Experimental de Arte Contemporânea e na Plat(t)form 10 pelo Fotomuseum de Winterthur (Suíça). Estão representados nas colecções do Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão (FCG) e da Fundação PMLJ.

É professor no Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, colaborando também com o Ar.Co. e o Atelier de Lisboa. Encontra-se a realizar uma residência artística no Carpe Diem – Arte e Pesquisa.

Exposições:

2014 - paisagem estranha entranha, Galeria Geraldes da Silva, Porto.

2013 - No Borders. ExperimentaDesign. Lisboa; FUSO OPEN CALL - Anual de Video Arte Internacional de Lisboa. Fábrica da Electricidade. Lisboa; 17ª Bienal de Cerveira, Fundação Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira; Compêndio do Nada, Carpe Diem – Arte e Pesquisa, Ciclo de Exposições Março-Maio, Lisboa.

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Crédito fotografia – Valter Ventura

@rte ao centro
       
     
@rte ao centro

óleo | aguarela | sketchCrawl

Centro de Cultura Contemporânea
Inauguração dia 16 de Maio às 21h30

A Cooperativa de Comunicação e Cultura tem o prazer de convidar V. Exas, para a inauguração da exposição @rte ao centro, a realizar no dia 16 de Maio de 2014, pelas 21:30h.
Esta exposição pretende ser o culminar de uma actividade que decorreu durante os dias 3 e 4 de maio, no centro histórico de torres vedras.

Curadoria: Ana Dulce Avelino, André Duarte Baptista, Catarina Sobreio e CCC

Ana Cristina Lafaia Mourão; André Duarte Batista; António Bártolo; António Procópio; Arnaldo Barateiro; Catarina Ribeiro; Carla Marques; Carlos Ferreira; Cesar Caldeira; Diogo Malanho; Eduardo Salavisa; Filipa Antunes; Filipa Soares; Hermínia Mesquita; Isabel Alegria; João Cabral; Joaquim Dias; José Ferreira; Lauro Monteiro Filho; Luisa Peixe; Luis Gabriel; Luis Frasco; Maria Freitas; Maria Leonor José Mourão; Maria João Quintino; Mariana Paiva; Nelson Paciência; Penim Loureiro; Rita Caré; Rosário Felix; Roberto Carvalho; Telma Santos

patente ao público até 31 de Maio.

Take Five – To Michael Biberstein
       
     
Take Five – To Michael Biberstein

Exposição de John Baldessari, Michael Biberstein, Fernando Calhau, Jorge Molder, Matt Mullican e Julião Sarmento

05 Abril a 10 Maio 2014

Centro de Cultura Contemporânea
Inauguração dia o5 de Abril às 18h00

 

Take Five

No filme realizado por Fernando Lopes sobre a obra de Michael Biberstein intitulado ”O meu Amigo Mike ao Trabalho” deparamo-nos com o processo e o modo como Biberstein pintava. Neste documentário há um aparente desencontro entre a expectativa que o espectador inicialmente cria sobre uma viagem que atravesse várias obras do pintor e o trabalho que se desenvolve em torno de um único quadro. Ver o “Mike ao trabalho” é aproximarmo-nos da acção que se constrói entre pausas, recuos, os diversos passos preparatórios da tela para a pintura e a pintura propriamente dita enquanto acto e simultaneamente momento de reflexão e de pausa do olhar do autor. É estar tão próximo como se fosse possível conhecer os interstícios do seu pensamento e da sua intencionalidade. Mas sobretudo compreender que o seu olhar é a nossa condição temporal para integrar a espiritualidade que a sua obra nos transmite.

Esta exposição intitulada “Take Five – To Michael Biberstein” reúne seis artistas que foram seus contemporâneos, John Baldessari, Fernando Calhau, Jorge Molder, Matt Mullican, Julião Sarmento e Lawrence Wiener. Seis elementos de uma geografia que se desenha entre a cumplicidade, a amizade na vida e na obra, as cidades que se tornaram ponto de encontro, as exposições em que participaram, e a música como uma linha de horizonte invisível, mas quase táctil. Traços comuns que aproximam este sexteto para quem o jazz tem marcado o ritmo das décadas em que todos estiveram presentes.

Para Dave Brubeck, autor da música à qual foi resgatado o título da exposição, “Take Five”, foi também uma nova experiência a nível de composição e de interpretação no final da década de cinquenta do século passado. Traços comuns entre a música e as artes plásticas que se celebram em Torres Vedras, na Cooperativa de Comunicação e Cultura. Por outro lado, “Take Five” é uma expressão coloquial norte-americana que se pronuncia para se fazer um interregno, ou um intervalo. Um momento de atenção, ou uma pausa, para ver as obras desta exposição e o Mike Biberstein ao trabalho.

João Silvério, Abril 2014

 

MICHAEL BIBERSTEIN nasceu em Solothurn na Suiça (1948 - 2013), onde viveu até 1964, altura em que se mudou para os EUA. Aí concluiu a sua formação, que incluiu um ano importante com David Sylvester no Swarthmore College, onde estudou História da Arte. Como pintor, é auto-didacta. Biberstein viveu e trabalhou em Portugal desde 1978. O seu trabalho está incluído em diversas colecções públicas e privadas, das quais se destacam: Birmingham Museum of Art, Birmingham, RU; CAM - Centro de Arte Contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal.

JONH BALDESSARI vive em Santa Mónica, Califórnia, desde 1970. O pais de John chegaram aos Estados Unidos na época da Grande Depressão; o pai era um mineiro de carvão de origem austríaca, a mãe uma enfermeira dinamarquesa. John Baldessari frequentou a Universidade de San Diego e desenvolveu trabalho nos cursos de pós-graduação do Otis Art Institute, Chouinard Art Institute e U.C. Berkeley.  É detentor do título honorífico Honoris Causa da National University of Ireland, do San Diego State University e Otis Art Institute of the Parsons School of Design. Como professor do Califórnia Institute of the Arts, influenciou várias gerações de artistas, tais como Matt Mullican, Paul McCarthy e Mike Kelley. O trabalho de John Baldessari já foi objecto de mais de 300 exposições colectivas e 120 exposições individuais.

FERNANDO CALHAU (1948 - 2002), licenciou-se em Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1973. Foi bolseiro, um ano mais tarde, da Fundação Calouste Gulbenkian em estudos de Pós-Graduação de Gravura, na Slade School of Fine Arts, Londres, acabando também por receber, em 1975, uma Bolsa de trabalho pela mesma Fundação. Aprendeu gravura com Bartolomeu Cid dos Santos, factor que marcou o início do seu percurso, tendo realizado a sua primeira exposição individual, Gravuras Brancas, na Cooperativa de Gravura, em Lisboa, 1968.  Começa, assim, a desenvolver na sua obra o trabalho em séries, o monocromatismo e a depuração geométrica. Na pintura aderiu às formas quadradas monocromáticas do preto ou do branco, com excepção da série «verde» em 1972. Mais tarde, em 1978, expõe na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, a série Night Works, onde encontramos já uma linguagem conceptual e minimal reflectida de modo formal. É nesta fase que Fernando Calhau, na procura da essência da matéria da sua obra, adopta os suportes filme Super 8 mm, vídeo e fotografia, dando, por sua vez, origem ao binómio Espaço / Tempo, tema muito trabalhado pelo artista. É no desenvolvimento do seu trabalho dos anos 80 que surgem as esculturas de ferro e néon azul, onde a palavra escrita assume a simbologia da obra. A sua pintura monocromática de tons de preto volta muito mais tarde, em 2001, com a uma série de «escuros atmosféricos».

JORGE MOLDER nasce em Lisboa (1947), onde vive e trabalha. Frequenta o curso de filosofia na Universidade de Letras de Lisboa, planeando inicialmente enveredar por uma carreira académica de professor e investigador, que cedo decide não seguir. O interesse pela fotografia, que cultiva desde cerca dos 17 anos, será assumido de forma mais sistemática e constante depois de terminar o curso em 1965, altura em que dará início ao seu percurso artístico, apresentado pela primeira vez individualmente na exposição intitulada Vilarinho das Furnas (Uma Encenação), Paisagens com Água, Casas e Um Trailer, de 1977. Como primeira premissa do seu trabalho fotográfico, destaca-se o seu desdobramento em séries, nas quais os títulos assumem um especial papel evocativo, definindo e organizando esses universos de pesquisa. Começará a recorrer à auto-representação, enquanto processo, nos anos 80 com a série Autoportraits de 1979-87, apresentados nas Journées de la Photographie et de l'Audiovisuel em Montpellier. Na década de 90, o problema e a ambivalência da auto-representação atingirá novas vertigens, suscitadas pela série The Secret Agent (1991), quando o artista começa a explorar a criação de personagens e entidades distintas, imersas em episódios ficcionados. Autores como Samuel Beckett, Joseph Conrad, Lucian Freud, Magritte, Francis Bacon, Pistoletto, serão algumas das influências mais expressivas nestes trabalhos.

MATT MULLICAN nasce em 1951, em Santa Mónica, Califórnia. Teve a sua primeira exposição em 1974 no Californian Institute of Arts, onde também estudou, terminando o curso nesse ano. Desenvolveu, no decurso da sua carreira artística, um trabalho que tem por objetivo representar uma visão particular do mundo. O seu mundo é um contínuo desafio à relação com a realidade percecionada, desmontando preconceitos de imediatez de visão por contraposição a um jogo permanente entre o objetivo e o subjetivo. O trabalho inicial de Matt Mullican, em meados da década de 1970, traduzia o seu interesse na diferença entre a luz natural refletida e a luz da iluminação artificial que tinha que ver com o fracionamento da perceção ótica nos seus elementos visuais e com a aceção de que a cor, a luz e o que realmente vemos é um fenómeno variável. Com o seu interesse pela observação e subjetividade e a noção de que a objetividade é ela própria uma ilusão, o trabalho de Mullican surgiu em Nova Iorque na década de 1980 com o bem conhecido vocabulário de símbolos. Estas imagens, abstratas e simbólicas, foram postas em telas, através de impressão, e em instalações públicas de grande escala, tendo como objetivo funcionar como um meio de comunicar a base da nossa orientação em relação à realidade - uma linguagem visual universal.

JULIÃO SARMENTO nasce em Lisboa, 1948. Vive e trabalha no Estoril. Formado em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1974-1976),  começou a sua carreira durante a década de 70, optando então pela figuração: de entre as suas primeiras obras sobressaem pinturas que representam animais exóticos, enquadrados de uma forma que já fragmentava a figura pintada. A primeira exposição individual ocorreu na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Foi influenciado inicialmente pela pop art na medida em que o meio de trabalho, para a pintura de Sarmento, ou eram imagens tiradas dos jornais ou a fotografia, que, por vezes, era tão importante quanto o filme. Isto é verdade mesmo nos casos em que uma fotografia transferida para a tela era utilizada apenas como um de muitos elementos compositivos.
Contudo, Sarmento soube preservar a sua identidade plástica determinante para se afirmar no contexto da pintura internacional. A obra de Sarmento viria a adquirir pleno sentido e entendimento durante a década de 1980, em que regressou à pintura, depois de uma fase mais marcada pela fotografia e pelo cinema. Para além das diversas fases por que passou, e das diferentes técnicas utilizadas - pintura, desenho, fotografia, vídeo, cinema, escultura - uma constante se identifica: o desejo. 

FERNANDO LOPES nasce em 1935, perto de Alvaiázere, no distrito de Leria, Fernando Lopes integrou a equipa inicial de jovens profissionais que fundou a RTP e foi director do Canal 2, que chegou a assumir o seu nome, "Canal Lopes", sob a presidência de João Soares Louro, entre o fim da década de 1970 e o início da década de 80. Despertou para a realização através do movimento cineclubista e, em 1959, tornou-se bolseiro do Fundo de Cinema Nacional. Foi estudar para a London School of Film Technic, no Reino Unido, onde obteve o diploma de realização de cinema e estagiou na BBC, a televisão pública britânica.

Crédito fotografia Edmundo Diaz | Midas Filmes

Iniciação à Fotografia Analógica
       
     
Iniciação à Fotografia Analógica

Formação por Cláudia Ramos
10 a 31 de Maio 2014

Ao longo de quatro sessões serão abordados os conhecimentos e procedimentos básicos à prática da fotografia analógica, o aluno irá explorar três vertentes: Câmara, Negativo e Cópia, bem como as questões inerentes ao processamento químico. 

É um curso de sensibilização perante o universo fotográfico em prata, explorando o seu potencial plástico e criativo, permitindo assim ao aluno poder dar continuidade aos conhecimentos adquiridos em sessões de Laboratório Livre.

Material: Câmara fotográfica analógica de 35mm com comandos manuais.

Data: de 10 a 31 de Maio

Horário: 
Sábados, 10h00/13h00 – Turma A
Sábados, 14h30/17h30 – Turma B

Condições de admissão: Sem requisitos, por ordem de inscrição. 

Número mínimo/máximo de alunos:  8

Duração: 12 horas, 4 sessões de 3 horas cada.

Preço do curso: 92,50€ + 32,20€ (inscrição)*

Professora: Cláudia Ramos

inscrições em:
info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

*a propina pode ser paga de uma só vez, ou em duas mensalidades.

Programa

O Princípio Fotográfico
A Câmera de Orifício: Pin-Hole
O Fotograma

A Câmara 
As Câmeras fotográficas e os seus formatos 
Fotometria (Diafragma x Obturação)
Profundidade de Campo
Tempo de Exposição

O Negativo
As Emulsões Fotográficas
A Revelação 
Arquivo

A Cópia
O Laboratório
Avaliação do Negativo
A Ampliação

 

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Crédito fotografia - Thomas Struth

Nas paredes e no chão
       
     
Nas paredes e no chão

28 de maio a 30 de julho | Câmara Escura

Inauguração a 28 de maio, pelas 18h00 horas

Exposição de Rui Dias Monteiro

[PT]

Nas paredes e no chão é um trabalho que reúne fotografia e poesia sobre gestos e marcas de passagem, na Ilha de São Vicente em Cabo Verde.

Um projecto de Rui Dias Monteiro desenvolvido entre outubro e novembro de 2015, a convite da AOJE e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Rui Dias Monteiro, nasceu em Castelo Branco, Portugal, em 1987.
Vive e trabalha em Lisboa. Frequenta a Pós-Graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Concluiu em 2008 o Curso Avançado de Fotografia e Projecto Individual no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa.
Expõe o seu trabalho desde 2005 e em 2014 lançou os seus dois primeiros livros, “Sob cada erva” (edição de autor) e “Fazer fogo à noite” (não edições).

[EN]
Nas paredes e no chão («on the walls and on the floor») is a project which gathers photography and poetry about gestures and pass marks, in the St. Vincent Island, in Cape Verde.

A project by Rui Dias Monteiro, developed between October and November of 2015, after AOJE’s invitation and with the Calouste Gulbenkian Foundation’s support.

Rui Dias Monteiro was born in Castelo Branco, Portugal, in 1987.
Currently, the artist lives and works in Lisbon. Here, he attends the postgraduate studies in Discourses of Contemporary Photography, at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon.
In 2008, he finished the Advanced Degree of Photography and Individual Project at Ar.Co – Centre of Art and Visual Communication, Lisbon.
There’s been exhibitions of his work since 2005 and, in 2014, his two first books were released, “Sob cada erva” (“Under each herb” – author’s edition) and “Fazer fogo à noite” (“Making fire at night” - não edições).

Tradução por: Inês Joaquim

Horário: seg a sex das 14h00 as 19h00.
(em outros horários por marcação)

Schedule: Monday to Friday, from 14h00 to 19h00.
(at other times by appointment)

A Poente
       
     
A Poente

Exposição de fotografia de Nanã Sousa Dias
1 de Fevereiro a 8 de Março 2014
Câmara Escura

No dia 1 de fevereiro, sábado, às 17h00, a Câmara Municipal de Torres Vedras inaugura na Câmara Escura, em Torres Vedras (espaço afeto à Cooperativa de Comunicação e Cultura), a exposição de fotografia “A POENTE” da autoria de Nanã Sousa Dias.

“São doze fotografias de grande formato, de um poente que reconhecemos, que fomos aprendendo a identificar ao longo da nossa vida e que temos necessidade de revisitar como se se tratasse de um amigo. 

Esta é a nossa linha do horizonte, tão igual e tão diferente de tantas outras, com a qual partilhamos os nossos sonhos, a nossa esperança, os nossos medos. Um horizonte que se prolonga na silhueta das imponentes arribas, por nós percorridas em tantas ocasiões e nas rochas que transportam a maresia que nos envolve e nos purifica. 

São doze fotografias a preto e branco, talvez mais pretas que brancas, onde se sente os múltiplos castanhos amarelados dos penedos como se vislumbram os muitos azuis que formam o infinito e tantos farrapos brancos anilados das nuvens que nos antecipam o amanhã e fixam o nosso olhar, nesta costa que é a “nossa costa”, entre Porto Novo e Assenta. 

São doze fotografias que o torriense Nanã Sousa Dias, com a sua sabedoria e o seu talento, oferece ao desfrute de cada um de nós, uma coleção que sendo nossa, por nós será partilhada com gente amiga que, conhecendo outros poentes, possam apreciar e sentir o nosso. 

Este é o nosso poente!” 

Carlos M.S. Miguel 
Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras 

Fotografia Digital I
       
     
Fotografia Digital I

Formação por Iuri Albarran
8, 15 e 22 de Fevereiro 2014

Nesta formação serão abordadas as bases técnicas necessárias ao controlo criativo da imagem. Os participantes tomarão contacto com os conceitos centrais do fenómeno fotográfico e com as ferramentas elementares de tratamento e edição digital de imagem. Serão abordados conceitos técnicos que permitirão aos participantes obter um controlo efetivo do processo fotográfico e, desta forma, concentrar-se no desenvolvimento de um olhar fotográfico individual e independente. No final, serão capazes de utilizar as suas máquinas fotográficas de forma autónoma e de gerir os ficheiros que produzem. 

Material: 
Máquina fotográfica digital com comandos manuais.

Data: 8, 15 e 22 de Fevereiro

Horário: Sábados, 9h30/13h30

Condições de admissão: Sem requisitos, por ordem de inscrição.

Número mínimo/máximo de alunos: 6/10

Duração: 12 horas

Preço do curso: 60€ + 12€ (inscrição)

Professor: Iuri Albarran

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300 

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Programa:

Sábado, 8 Fevereiro
9h30 – 13h30

A “camera obscura” e o fenómeno fotográfico;
A máquina fotográfica (tipos e formatos);
Controlo da exposição fotográfica: Velocidade, abertura e sensibilidade;
Diafragma e Profundidade de Campo;
Obturador e tempo de exposição;
ISO. 

Sábado, 15 Fevereiro
9h30 – 13h30

Medição de luz (Fotometria Matricial, Pontual e Central);
Balanço de Brancos / Temperatura de Cor;
Óptica elementar: Relação “distância focal vs perspetiva”;
Enquadramento e composição fotográfica;
Programas semi-automáticos.

Sábado, 22 Fevereiro
9h30 – 13h30

Formatos de ficheiros digitais;
Fluxo de trabalho em fotografia digital: armazenamento, edição e pós produção;
Apresentação das ferramentas de tratamento digital de imagem (recorte, redimensionamento, limpeza, ajustes de exposição e cor).

 

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Crédito fotografia - Iuri Albarran

Laboratório Livre
       
     
Laboratório Livre

Material:
O aluno deve trazer o seu próprio papel fotográfico.

Data:
de 5 de Fevereiro a 15 de Abril 2014

Horário:
Quarta feira, 
1ª sessão 10h - 13h
2ª sessão 15h - 18h

Condições de admissão:
A frequentar o curso de Fotografia a Preto e Branco I, por ordem de inscrição.

O aluno deve inscrever-se apenas no dia anterior ao Laboratório Livre. 

Número máximo de alunos: 
2 / sessão

Duração: 
3 horas / sessão

Preço: 
5€ /sessão

inscrições em: 
info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

O laboratório abre portas todas as quartas-feiras, para que os alunos possam dar continuidade aos seus trabalhos fora do período das aulas. 

 

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Crédito fotografia - John Cyr

 

Pós-Produção I
       
     
Pós-Produção I

Formação por João Varela
22 e 29 de Março 2014

O Curso de Pós-Produção é a introdução ideal para todos aqueles que querem ficar a conhecer as bases de trabalho do Adobe Photoshop e que desejam ver as suas fotografias melhoradas.

A aprendizagem de pós-produção passa por várias fases e com este curso, pretende-se demonstrar alguns exemplos daquilo que a imaginação, aliada às ferramentas que dispomos em Photoshop, podem criar.

Material:
Portátil com software Adobe Photoshop e Adobe Bridge.

Data: 22 e 29 de Março

Horário: Sábados, 9h30/13h30 

Condições de admissão: Sem requisitos, por ordem de inscrição. 

Número mínimo/máximo de alunos: 6/10

Duração: 8 horas

Preço do curso: 40€ + 8€ (inscrição)

Professor: João Varela

Inscrições em:
info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

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PROGRAMA:

Sábado,  22 de Março
9h30 – 13h30

Fotografar em estúdio:
- Sessão de retratos 

Essenciais do Photoshop:
Organização básica: disposição das ferramentas, menus, definir organização.
As Ferramentas 

Imagem:
Composição de uma imagem digital (pixel)
Abrir imagem, guardar, guardar como
Redimensionar: internet e impressão
Histograma; Sistema RGB; profundidade de cor (8 e 16bit)

Layers:

Ajustes
Níveis
Curvas 
- Brightness
Contraste
Preto e Branco
Saturação
Photo Filter

Seleções
Mascaras e seleções a partir de uma camada de ajuste;
Compreender as suas vantagens para ajustes localizados;
Isolar elementos para colocar numa outra imagem;
- Ferramentas de Seleção;
Tipos de layers e a forma como se comportam.

Cor e pós-produção
Hue/Saturation
Color Balance
Liquify

Sábado,  29 de Março
9h30 – 13h30

Construção de uma imagem 

Introdução
- Making of de várias produções (moda, publicidade, fotografia autoral);
Conhecer pós-produtoras – WhiteLab;

Construção da Imagen
- Seccionar uma imagem; 
Adicionar elementos; 
Equalização de tons.

Pós-produção de imagens dos alunos
(imagem pedida na primeira sessão)

Montagem de imagens Panorâmicas

High Dynamic Range

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Crédito fotografia - Chase Jarvis

 

Fotografia a Preto e Branco I
       
     
Fotografia a Preto e Branco I

Formação por Cláudia Ramos
21 de Janeiro a 15 de Abril 2014

Um curso dedicado ao filme analógico e aos meandros do papel.

Aqui, o campo de trabalho constrói-se entre luz, emulsões e papéis fotossensíveis, na busca do entendimento de cada estágio do processo, para conseguir controlar o resultado de modo criativo.

A fotografia analógica envolve uma série de processos mecânicos, óticos e químicos associados que se encontram entre o objeto e a sua representação fotográfica e que serão explorados num registo teórico e prático.

Material: 
Câmara SLR (analógica)

Data:
de 21 de Janeiro a 15 de Abril

Horário:
Terça- feira, 18h / 21h

Condições de admissão: 
Sem requisitos, por ordem de inscrição.

Número mínimo/máximo de alunos: 4/8

Duração: 36 horas

Preço do curso:
1ª mensalidade 142,5€ + 57€ (inscrição) 
2ª mensalidade 142,5€

Professora: Cláudia Ramos

Informação Adicional
O aluno terá ao dispor um dia por semana de laboratório livre, gratuito, onde poderá dar continuidade aos conhecimentos adquiridos.

inscrições em: 
info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

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Programa

Uma breve história da fotografia I

A Câmera
A Câmera de orifício, Pin-hole
As Câmeras fotográficas e os seus formatos
A Fotometria (Diafragma x Obturação)
Profundidade de Campo
Tempo de Exposição

O Láboratório

O Negativo
Luz e Filme
O Grão
A Revelação
Arquivo

O Papel
Tipos de Papel Fotográfico
O Ampliador e outros equipamentos
Avaliação do Negativo
Ampliação e técnicas
Graus de contraste
A Cópia Expressiva ou “fine print”

 A Visualização da Fotografia

 

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Crédito fotografia - Jochen Lempert

Fotografia de Arquitectura
       
     
Fotografia de Arquitectura

Formação por José Manuel Silva
11 e 18 de Janeiro (sábados) 2014

O principal objetivo desta formação é a compreensão, interpretação e registo das principais qualidades espaciais e arquitetónicas do espaço edificado.

Os alunos deverão adquirir conhecimentos que os tornem capazes de salvaguardar os aspetos técnicos, mas também a reflexão conceptual, questões inerentes à prática da fotografia de arquitetura.

Material: 
Máquina fotográfica digital com comandos manuais e tripé. (o trabalho prático será feito em grupo, utilizando o material do formador)

Data: 
11 e 18 de Janeiro (sábados)

Horário:  
Sábado, 9h30 / 13h30

Condições de admissão: 
Pessoas com conhecimentos básicos consolidados em fotografia, interessadas em arquitetura ou na temática da fotografia de arquitetura.

Nº mínimo/ máximo de alunos: 6 / 10 

Duração:  8 horas 

Preço: 40€ + 8€ (inscrição)

Professor: José Manuel Silva

Inscrições em:
info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

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PROGRAMA

Diferentes equipamentos utilizados em fotografia de arquitetura
Camera (diferentes tipos)
Lentes (fixas, zoom e TS)
Tripé + cabeça de precisão
Cabo disparador
Escadote
Fotómetro manual
Nível
Transferidor
Fita métrica + esquadro
Fio de prumo

Distância focal Vs Perspetiva
Distancias focais
Compressão e supressão de planos
Escala

A tomada de vistas
Perspetiva
Representação e leitura do espaço
Escala

Correção de perspetiva
Círculo nítido de imagem
Camera técnica ou de banco óptico
Convergência e divergência
Movimentos de descentramento e báscula
Lentes Tilt & Shift
Lens correction
Warp

Luz e espaço | Luz e forma
Modelação e textura
Materiais
Ambiente

A hora do dia e a sua importância na fotografia de arquitetura
Dramatização (luz “fria, luz “quente”)
Posição do sol e colocação/posicionamento de sombras

 

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Crédito fotografia - Gabriele Basílico

Retrato Improvisado
       
     
Retrato Improvisado

Formação por Mário Cruz
7 e 8 de Dezembro 2013

Ao longo desta formação, destinada tanto a fotógrafos amadores como profissionais, o desejo é o de aprofundar a noção estética da imagem, aqui aplicada ao retrato social num registo de improviso.

O objetivo é tirar partido da luz natural, sem recurso ao flash, explorando os critérios da composição.

No final, será criado um conjunto de imagens que pretendem dar resposta a uma possível publicação.

Material: 
máquina fotográfica, reflex de preferência; computador portátil, com software de tratamento de imagem, Adobe Photoshop ou Adobe Lightroom.

Data: 7 e 8 de Dezembro

Horário:
Sábado, 9h30/13h - 14h30/19h
Domingo, 9h30/13h - 14h30/19h

Condições de admissão: 
Frequência da formação Iniciação à Fotografia Digital ou conhecimento equivalente.

Número mínimo/máximo de alunos: 8/10

Duração: 16 horas

Preço do curso: 125€ + 25€ (inscrição)

Professor: Mário Cruz

inscrições em: info@ccctv.org ou por telefone 261338931 / 261338300

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Programa

SÁBADO

09:30 - 13.00

Breve revisão sobre noções básicas de fotografia aplicadas ao retrato improvisado
Velocidade / Abertura / Sensibilidades / Medições de Luz / Distâncias Focais / Material a utilizar.

Introdução ao retrato improvisado
Relação entre o fotógrafo e o fotografado / Tempo e Espaço.
Diferentes formas de abordar o mesmo assunto / Problemas e Condicionantes.

Iluminação (Luz Natural)
Tirar partido da luz natural do ambiente em que se fotografa, seja interior ou exterior, sem recurso ao flash

Usufruto e exploração do espaço físico
Aproveitamento de texturas, padrões, formas que componham a imagem  /  Relação entre o espaço físico e o fotografado

Composição
Enquadramentos criativos e objetivos / Pontos de equilíbrio

ALMOÇO

14:30 – 19:00

Exercícios práticos 
Retrato improvisado num curto espaço de tempo em locais pré-determinados com diferentes tipos de ambiente para aplicar os conteúdos teóricos desenvolvidos na parte da manhã

Apresentação e breve discussão dos trabalhos realizados


DOMINGO

9:30 – 13:00

Exercícios práticos
Retrato Social. Conjunto de retratos sobre um determinado tema com aplicação dos conteúdos teóricos do retrato improvisado

ALMOÇO

14:30 – 19:00

Edição e seleção dos trabalhos
Ligação entre as várias fotografias do mesmo trabalho / Criar um conjunto diversificado de opções para uma suposta publicação

Apresentação e discussão final dos trabalhos realizados no workshop

 

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Crédito fotografia - Mário Cruz

Iniciação à Fotografia Digital
       
     
Iniciação à Fotografia Digital

Formação por José Sena Goulão
23 e 24 de Novembro 2013

Uma formação pontual, teórico-prática, que aborda os conceitos e técnicas fundamentais da fotografia, passando por diversas questões como a fotometria, a iluminação com flash, algumas questões do laboratório digital, sem esquecer aspetos da composição e do enquadramento. A formação ocorre ao longo de um fim de semana e conta ainda com uma “saída de campo”.

Material:
Máquina fotográfica, reflex de preferência; computador portátil, no Domingo, com software de tratamento de imagem, Adobe Photoshop ou Adobe Lightroom (quem não tiver poderá fazer download no site da Adobe das versões Demo)

Data: 23 e 24 de Novembro 

Horário:
Sábado, 9h/13h - 14h30/18h30
Domingo, 10h/13h - 14h30/18h30

Condições de admissão:
Sem requisitos, por ordem de inscrição. 

Número mínimo/máximo de alunos: 5/12

Duração: 16 horas

Preço do Curso: 125€ + 25€ (inscrição)

Professor: José Sena Goulão

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Programa

SÁBADO

09:30h - 12.30h
Princípios da Técnica Fotográfica Sensibilidade Medição de Luz Abertura Velocidade Exposição Iluminação com flash

13:00h - 14:30h
Intervalo para almoço

14:30h - 15:30h
Processo Criativo em fotografia Composição e estética visual

15:30h - 18:30h
Exercícios práticos Prática dos conhecimentos adquiridos Apoio aos participantes com considerações práticas, conselhos e sugestões.

DOMINGO

10:00h - 13:00h
Saída de campo para fotografar Prática dos conhecimentos adquiridos Apoio aos participantes com considerações práticas, conselhos e sugestões

13:00h - 14:30h
Intervalo para almoço

14:30h - 18:30h
O laboratório digital Escolha de imagens e sua catalogação Conceitos e técnicas básicas de tratamento digital de imagem Críticas e sugestões.

 

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Crédito fotografia - José Cena Goulão

A olho nú
       
     
A olho nú

Exposição de pintura e desenho de Pedro Calapez
26 Out. 2013 a 4 Jan. 2014 
Centro de Cultura Contemporânea

A Cooperativa de Comunicação e Cultura - Centro de Cultura Contemporânea apresenta, de 26 de Outubro 2013 a 4 de Janeiro de 2014, a exposição "A olho nú" de Pedro Calapez, pintura e desenho.

Horário
segunda sexta 14:30/19:30
sábado das 14:00 às 18:00
por marcação das 10.00 às 12:30 ou em horário a combinar

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Pedro Calapez

2005 “AICA award”, Lisbon, “Premio Nacional de Arte Gráfico” Calcografia Nacional, Madrid. 2001 “EDP painting award”, Lisbon. 1999 “City of Palma painting award”, Palma de Mallorca. 1998 “El Brocense award”, Deputación Provincial de Cáceres. 1994 “Drawing award”, Fundació Pilar i Joan Miró, Mallorca. 1990 “Union Latine award”, Lisbon. 1987 “Amadeo de Sousa Cardoso award”, Museu de Serralves, Porto. 1986 “5th Biennial Cerveira award”, Vila Nova de Cerveira. 1984 “Lagos 84 Biennial award”, Lagos.

www.calapez.com

 

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Crédito imagem - Pedro Calapez

Book v2.1
       
     
Book v2.1

Augusto Alves da Silva

Lisboa, 1963. BA (Hons) Photography LCP 1987

 

26 de outubro 2013 a 04 de janeiro 2014 | Câmara Escura

Inauguração a 26 de outubro, pelas 22:00 horas

(...) À pergunta “porquê mulheres?” respondo “porque sim”. Como fotografar? Mais complicado. Não queria trabalhar com modelos de agências ou revistas, pessoas que fizeram cursos de moda, que aprenderam como estar perante uma câmara, poses, maquilhagens e até capazes de me dizer como quereriam ser iluminadas. (...)

Ao falar com as modelos, várias vezes surgia a expressão book, quando me referiam que no trabalho com outros fotógrafos fotografavam para o book. Tive a oportunidade de ver alguns desses books (as fotografias que a modelo utiliza para se promover), conjuntos de imagens muito diversas e sem nexo aparente, feitas em regime de “TPF” (tempo por fotos). Neste regime, a modelo não é paga e recebe fotografias que utiliza para os fins que quiser, em troca do tempo dispendido. No entanto, tem de pagar a quem a fotografa as fotografias que lhe são fornecidas e que constituem o seu book – processo este que me foi explicado, que eu desconhecia e que ainda hoje tenho alguma dificuldade em assimilar, não só porque alguns desses fotógrafos eram amadores de fim de semana, mas também pela indefinição relativamente ao uso das restantes imagens produzidas.

Assim sendo, ironicamente, desde muito cedo o título desta série ficou definido como Book e por mais que eu dissesse que as fotografias se destinavam a uma exposição no museu de Serralves, foram poucas as modelos que reconheceram o nome do museu. Neste Book as modelos foram pagas pelo seu trabalho nas várias sessões realizadas. Apesar de, até hoje, nunca se ter vendido fotografia alguma desta série, comprometi-me a pagar-lhes uma percentagem da respectiva venda. O que já aconteceu com algumas pessoas que trabalharam comigo noutros projectos, nomeadamente no caso da obra intitulada Lau, hoje na Colecção Berardo.

De entre os milhares de fotografias executadas já foi muito complexo escolher as 100 que apresentei em 2009. Ao longo do tempo apercebi-me que as 100 imagens poderiam ter sido outras, ou ter sido 200 em vez de 100. Book é a primeira série de fotografias que fiz que me parece não ter fim nem princípio e capaz de se alterar ao longo do tempo. Se fosse hoje rever todas as imagens feitas, seguramente haveriam muitas outras que quereria utilizar.

Para esta exposição inaugural da Câmara Escura - Cooperativa de Comunicação e Cultura, reduzi o Book a apenas 13 das 100 fotografias originais, às quais juntei 2 fotografias realizadas e expostas em 2012 sob o título H e uma terceira fotografia muito recente (2013) na qual, pela primeira vez, foi possível coexistirem nudez e rosto. Seleccionei ainda uma outra imagem inédita, também de 2013, que, não estando impressa em papel, é uma das fotografias anexas ao Press Release, o que perfaz um total de 17 imagens.

Por isso considerei que o título deveria fazer referência a este upgrade e, deste modo, surgiu o Book v2.1 que deixa em aberto outras tantas infinitas variações.

(excertos do texto de apresentação das fotografias expostas)

Augusto Alves da Silva, Tremez, Outubro de 2013